Esperar sentado

Um correntista do Banco do Brasil que não conseguiu trocar pontos do cartão por milhas de uma companhia aérea foi surpreendido...

Um correntista do Banco do Brasil que não conseguiu trocar pontos do cartão por milhas de uma companhia aérea foi surpreendido pela resposta do banco. “Lamento não poder te ajudar. A transferência de pontos pela CABB (Central de Atendimento) está suspensa, pelos terminais de autoatendimento e agências indisponíveis (sic). Não há previsão de regularização pela CABB, pelos TAAs e agências”, respondeu a instituição. A alternativa oferecida foi usar os aplicativos BB ou… aguardar, “pois os responsáveis pelos canais já foram questionados”. Muitas pessoas não confiam na segurança dos apps.

Tal incapacidade em atender ao cliente não pode ser dissociada das notícias de que o Governo Temer quer privatizar o BB. O mesmo sistema foi usado na telefonia: piora-se o serviço e oferece-se como solução a venda para o setor privado. No Banco do Brasil, os juros aos clientes subiram – mais ou menos ao mesmo nível dos concorrentes privados – o atendimento nas agências piorou, e os gerentes seguem as imposições da direção para atingir metas, oferecendo produtos que nem sempre – ou quase nunca – casam com os interesses dos correntistas. Fórmula antiga para entregar o primeiro banco brasileiro, patrimônio do país.

 

Outdoor

PMs de São Paulo, segundo a Band, denunciam que não podiam deixar seus postos ao longo das vias que levam ao autódromo de Interlagos, durante o Grande Prêmio de Fórmula 1, por determinação do governo, que pretenderia dessa forma dar uma imagem de segurança, transformando a polícia em “postos de marketing”.

Se era esta a intenção, o governador Geraldo Alckmin derrapou feio. As notícias sobre assaltos às equipes Mercedes, Sauber e Pirelli correram o mundo. Testes com pneus após o GP foram cancelados devido à insegurança.

Resta saber se, além do marketing, a proibição tentou também impedir incursões não oficiais de PMs sobre turistas e trabalhadores estrangeiros.

 

FGTS da empresa

A maioria das empresas com mais de 29 anos nem imagina que pode ter créditos de FGTS a receber na Caixa. Os valores foram depositados entre 1966 e 1988 nas contas individualizadas dos empregados que optaram por não participar do Fundo de Garantia. A empresa deveria recolher os 8% correspondentes ao FGTS em uma conta separada, chamada individualizada.

A partir de 1988, a Constituição tornou o FGTS obrigatório, e o dinheiro depositado passou a poder ser sacado pelas empresas. Marcello Luna, do escritório Luna Freire & Oliveira Advogados, alerta que o prazo acaba em outubro do ano que vem. “Há casos de empresas que têm milhões a receber e estão perdendo parte desses recursos a cada mês”, avisa. A Caixa não informa quanto ainda há depositado nestas contas.

 

Rápidas

A Ticket lançou o e-book Reforma Trabalhista. O material, que trata sobre o pagamento de premiações e recompensas para empregados e prestadores de serviços, está disponível para download em www.ticket.com.br/blog/ *** O ônibus do Busucão volta ao Caxias Shopping (RJ) neste sábado, para mais uma edição de sua campanha de adoção e vacinação de animais *** Cadastro Petrobras – Novo Plano de Negócios – 2017-2021 é o curso que o Ibef-Rio realiza dia 23, das 18h às 21h, na sede da Av. Rio Branco, 156 / 4º andar.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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