Esquerdistas

De acordo com o economista João Paulo dos Reis Veloso, até o ultraconservador Celso Pastore, que presidiu o Banco Central, se tornou um crítico da ortodoxia da política monetária. “Pastore tem defendido que o BC evite o “fervor quase religioso” da política monetária”, disse Veloso, para quem o foco da política econômica deveria estar voltado para a reforma fiscal. “Os fundamentos macroeconômicos não podem mais continuar sendo obstáculo para o crescimento acelerado”, resumiu.

O labirinto de Cristovam
Caso se confirmem nas urnas os resultados das pesquisas pré-eleitorais, a fraca performance do candidato do PDT à presidência da República, Cristovam Buarque, não poderá ser debitada à temática escolhida. Seu fracasso deverá ser procurado, além de outras questões mais complexas inerentes a campanhas eleitorais, à ausência de articulação entre a prioridade à educação e um projeto nacional. Quando ainda no PT, Buarque defendeu a permanência de Armínio Fraga e Pedro Malan, respectivamente, no Banco Central e na Fazenda, para explicitar que o Governo Lula, ao manter os principais responsáveis pelos desastrosos oito anos do Governo FH, não significaria qualquer mudança real. Como candidato a presidente, propõe uma revolução na educação, porém, nos marcos de um modelo econômico involutivo, que leva o país a um retorno tardio à República Velha, em pleno século XXI.
Mesmo que se concretizasse o cenário mais favorável da tese defendida pelo candidato do PDT, teríamos um país de 180 milhões de brasileiros educados para… serem desempregados. Ou, para, no máximo, receber até dois salários mínimos, como dois terços dos cerca de 4,5 milhões de empregos gerados em quase quatro anos de governo Lula.
A defesa da educação, em particular num país de analfabetos ou de forte analfabetismo funcional, inclusive o universitário – alimentado pelo próprio governo com medidas como o Prouni – é mais do que meritória. Aliada a uma revolução cultural que dê centralidade aos ricos e complexos fatores que constituem a brasilidade, a educação é fator indispensável para o país aspirar ao desenvolvimento. Para essa combinação ser efetiva, porém, precisa estar a serviço de um projeto nacional, cuja ambição seja conduzir o Brasil para muito além da mediocridade de exportador de produtos primários e crescimento pífio. Colocada nos termos estritos propostos por Buarque, a educação acaba rebaixada a instrumento de socialização da pobreza.

Aperto
Cristovam Buarque calcula em apenas R$ 7 bilhões ao ano os recursos necessários para colocar em vigor no Brasil uma “Lei de Responsabilidade Educacional”. Ao explicar de onde viriam os recursos, uma resposta que, provocou risos na platéia do Fórum Nacional, quinta-feira, no BNDES, mostra o pensamento tucano-petista de Cristovam: “Dizem que não há dinheiro no orçamento, que cobertor curto não cobre o casal. Mas para casal apaixonado, quanto menor o cobertor, melhor”, disse.

Acredite, se puder – 1
O diretor presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Lutero de Castro Cardoso, vai anunciar os resultados da implementação de uma série de medidas comerciais, que, garante, vêm contribuindo de modo significativo para a recuperação financeira da segunda maior empresa de saneamento do país. Ele participa da 4ª Conferência e Exposição Anual Medição e Faturamento/CRM América Latina, que reunirá cerca de 700 participantes, de segunda a quarta-feira, no Windsor Barra Hotel, no Rio.

Acredite, se puder – 2
“Metrosexuais versus retrosexuais. Onde está o homem hoje em dia?” O tema estará em debate, nesta quarta-feira, no Seminário de Marketing, promovido pela Febraban. Será no Centro Fecomércio de Eventos (R. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista, SP).

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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