Essequibo: EUA anunciam exercícios militares na Guiana

Venezuela fala em 'provocação dos Estados Unidos em favor dos pretorianos da ExxonMobil' na disputa por Essequibo

93
território de essequibo em disputa entre venezuela e guiana
Território de Essequibo em disputa (mapa Telesur)

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira que realizarão exercícios militares conjuntos com as Forças Armadas da Guiana. “O Comando Sul dos EUA conduzirá operações de voo dentro da Guiana”, exercícios de “rotina para melhorar a parceria de segurança” entre os dois países e para “fortalecer a cooperação regional”.

O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, descreveu como “provocação infeliz” o anúncio feito pelos Estados Unidos. “Esta infeliz provocação dos Estados Unidos em favor dos pretorianos da ExxonMobil na Guiana é mais um passo na direção errada. Alertamos que não seremos desviados de nossas futuras ações para a recuperação de Essequibo”, escreveu o ministro em uma rede social. A Venezuela disputa com a vizinha Guiana o território de Essequibo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que está acompanhando com “crescente preocupação” a situação em Essequibo, que faz também fronteira com o norte do Brasil. No último domingo (3), a Venezuela aprovou um referendo que torna a região parte do país.

A preocupação de Lula foi manifestada durante a abertura de reunião de cúpula dos países membros do Mercosul, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. “O Mercosul não pode ficar alheio a essa situação”, disse, ao pedir o apoio dos colegas sul-americanos a uma minuta acordada pelos chanceleres do bloco regional.

Espaço Publicitáriocnseg
presidentes do mercosul em frente ao museu do amanhã no rio de janeiro
Presidentes do Mercosul em frente ao Museu do Amanhã no Rio de Janeiro (foto de Tânia Rêgo, ABr)

“Não queremos que esse tema contamine a retomada do processo de integração regional ou constitua ameaça à paz e estabilidade”, defendeu Lula.

Ele quer que a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) sejam utilizadas para o encaminhamento pacífico da questão. O presidente brasileiro colocou o país à disposição para sediar “quantas reuniões forem necessárias” entre as partes envolvidas. A Venezuela é membro do Mercosul, mas está suspensa.

Leia também:

Venezuela x Guiana: uma armadilha britânica? | Monitor Mercantil

O comandante-geral da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), Elio Estrada Paredes, manifestou a sua posição sobre o anúncio de Washington e garantiu que está comprometido com a nação venezuelana. “Como dignos herdeiros de (O Libertador, Simón) Bolívar, estabelecemos a nossa posição (…) Estamos comprometidos com a nossa causa e seguiremos em frente. Não se engane! Viva a Venezuela!”, disse.

Com agências Brasil e Xinhua

Leia também:

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui