‘Está pior do que feriado’

Greve coloca reformas em xeque; Temer não falará na TV dia 1º A frase de um came

Greve coloca reformas em xeque; Temer não falará na TV dia 1º
A frase de um camelô do Centro de São Paulo sintetiza o que foi esta sexta-feira, dia de greve geral contra o fim da aposentadoria e a reforma trabalhista: “Está pior do que feriado.” Segundo balan-ço das centrais sindicais, entre 35 milhões e 40 milhões de pessoas cruzaram os braços ou aderiram a alguma forma de protesto.
O Governo Temer tentou minimizar as manifestações. Mas apenas para consumo externo. Internamente, a análise era que o apoio – ainda que nem sempre explícito – à greve tornou ainda mais difícil a aprovação das reformas trabalhista e da Previdência no Congresso.
O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, disse à Agência Brasil que o “fracasso” foi “uma constatação” feita após se observar que o movimento de rua foi restrito aos grandes centros, e que a baixa adesão da população dá força às reformas.
Apesar do discurso oficial, o presidente Michel Temer desistiu de fazer um pronunciamento na noite desta sexta. Mais cedo, havia informes de que ele iria à televisão se as manifestações fossem fracas. Temer gravou uma mensagem que será divulgada na segunda-feira, Dia do Trabalho, apenas pela internet, de forma a evitar panelaços, previstos se fosse transmitida pela TV.
As centrais sindicais avaliam como exitosas as manifestações e paralisações de várias categorias de trabalhadores em todo o país. Em alguns casos, houve bloqueio de vias e rodovias e confronto entre policiais e manifestantes.
Na avaliação do presidente da CUT, Vagner Freitas, a paralisação deve ter sido “a maior greve já realizada no país”. Freitas destacou a adesão aos protestos em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, Fortaleza, Curitiba e Brasília.
“Temos propostas viáveis para que o País retome o seu crescimento econômico, sem a perda de quaisquer direitos trabalhistas, previdenciários e sociais, e queremos a abertura de uma negociação coesa e transparente para que possamos avançar de forma democrática, sem decisões unilaterais e qualquer forma de injustiça”, afirmou Paulo Pereira da Silva, deputado federal da base governista e presidente da Força Sindical. 
 

Artigos Relacionados

Pesquisa enganosa no Facebook

É enganoso o título de um artigo compartilhado em grupos governistas no Facebook que afirma que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem mais...

Bolsonaro confirma recriação do Ministério do Trabalho

Senador Ciro Nogueira assumirá comando da Casa Civil; reforma ministerial que deve acontecer na semana que vem.

Reforma tributária trará pouco alívio aos mais pobres

Aumento de alíquotas do IR para quem ganha mais não foi considerado; 85% dos médicos serão impactados negativamente com novo texto.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

KPMG é alvo de críticas por auditorias em bancos ingleses

A KPMG, empresa que presta serviços de auditoria, enfrenta uma nova onda de críticas sobre a qualidade das seus trabalhos nos bancos, depois de...

Airbus inaugura projeto de aeronaves A350 na China

A Airbus inaugurou seu projeto de aeronaves A350 em seu centro de conclusão e entrega de fuselagem larga em Tianjin, norte da China. É...

Plataforma P-70, na Bacia de Santos, alcança capacidade de projeto

A P-70, localizada no campo de Atapu, na porção leste do pré-sal da Bacia de Santos, atingiu em 12 de julho sua capacidade de...

BC amplia iniciativas de ESG para suporte ao crédito

As recentes iniciativas regulatórias do Banco Central do Brasil (BC) para intensificar as divulgações relacionadas a questões ambientais, sociais e de governança (Environmental, Social...