Estabilidade no emprego

Os defensores mais ortodoxos do Banco Central (BC) independente deveriam ouvir o ex-presidente FH. Sempre que indagado sobre o tema, o tucano lembra: “Se o BC fosse independente, eu não poderia ter demitido o Gustavo Franco.” Franco, apelidado de Napoleão de Hospício por Paulo Nogueira Batista Jr., representante do Brasil no FMI, era uma espécie de Edward Smith, o comandante do Titanic, e que, mesmo quando ficou claro, até aos mais crédulos, que a quase paridade do real com o dólar tornara-se insustentável, resistia a desvalorizar a moeda brasileira.

Prevenção
O prazo para as empresas apresentarem recurso contra a alíquota Fator Acidentário de Prevenção (FAP), que a partir de janeiro passou a ser implantado sobre a folha de pagamento, vence nessa sexta-feira. Para calcular o FAP, o INSS observa os índices de frequência, gravidade e custo de cada afastamento. Segundo a advogada trabalhista e previdenciária do Cenofisco – Centro de Orientação Fiscal, Andreia Antonacci, “como o FAP será alterado anualmente, quanto mais o empresário investir em segurança no trabalho e na qualidade de vida do empregado, mais sua empresa será beneficiada, assim como seus empregados”.

Ajuda
A Legião da Boa Vontade (LBV) e a Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro entregaram, em Angra dos Reis (RJ), doações arrecadadas para as famílias desabrigadas pelas chuvas. Foram entregues 350kg de alimentos, mil litros de leite, 18 mil litros de água potável (arrecadados em parceria com a empresa Cascataí), além de dezenas de kits de roupas e sapatos infantis e adultos e brinquedos. As arrecadações continuam. A LBV preparou dois postos de recolhimento de alimentos não perecíveis, galões e garrafas de água potável, material de limpeza e cobertores: no Rio de Janeiro, fica na Av. Dom Helder Câmara, 3059 – Del Castilho – telefone (21) 2501-0247; em Volta Redonda, na Av. Nossa Senhora do Amparo, 5079 – Santa Rita do Zarur – telefone (24) 3346-7160.

Afundar com o navio
O economista chefe do Santander, Alexandre Schwartsman, reclama, em artigo num “jornalão” paulista, que o Governo Federal foi obrigado a recorrer a um estrategema – o BNDES adiantou recursos de dividendos que a Eletrobrás terá que pagar, quem sabe, um dia, ao Tesouro – para fechar a meta de superávit primário. Seria mais honesto, porém politicamente mais difícil, que o governo mandasse os neoliberais e sue superávit primário às favas. Mas o que queria Schwartsman? Que o PIB do Brasil caísse 2% ou 3%, com o governo aferrado a dogmas que ruíram em todo o mundo?

Sopa
O Santander não deveria opinar sobre a utilização de recursos públicos. Afinal, o “bancão” espanhol só conseguiu ganhar alguma musculatura no Brasil quando ficou com o Banespa, numa controversa operação de privatização. E os serviços no tradicional banco dos paulistas só pioraram, na proporção inversa em que a participação da filial brasileira no lucro da multinacional crescia.

Atrasado
Os Correios ganharam de presente de Natal um brutal aumento de tarifas – mais que o dobro da inflação oficial, e isto em um ano em que o IGP – que normalmente reajusta as tarifas públicas – foi negativo. Mais adequado ao serviço que a estatal está oferecendo; mesmo passada a época de festas, quando o movimento aumenta muito, as entregas estão atrasadas.

E-mail “sujo”
Circula pela rede um e-mail que promete “limpar” o nome do devedor no SPC por apenas R$ 55, sem precisar quitar suas dívidas. É uma tentativa quase amadora de arrancar dinheiro de incautos, mas não custa lembrar: não existe a possibilidade de ficar com o nome “limpo” sem efetuar pagamento.

Novos negócios
A Caixa Econômica Federal e o Sescon-RJ fecharam contrato que permite às empresas de contabilidade associadas ao sindicato se tornarem correspondentes bancários. Segundo Márcia Tavares, vice-presidente da entidade, o objetivo é viabilizar negócios e oportunidades aos associados.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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