Estado de choque

A onda de atentados criminosos que vitima São Paulo desde sexta-feira foi seguida pela submersão das principais autoridades do estado. O governador Claudio Lembo (PFL) e o prefeito Gilberto Kasseb (PFL) se limitaram a declarações isoladas e autistas, quando não à omissão. Seria o choque de mutismo diante de problemas reais que fogem aos esquemas dos marqueteiros uma prévia do choque de gestão proposto pelo candidato tucano à presidência da República, Geraldo Alckmin?

Risco São Paulo
Um país em que o seu principal estado tem cerca de 1,6 milhão de desempregados – quase 20% da população economicamente ativa (PEA) – e no qual são presas mil pessoas por mês é um barril de pólvora em potencial. E, ao mesmo tempo, um sinalizador de que o risco Brasil a ser considerado tem de submetido a unidade de medida bem distinta da usada para mensurar os interesses do capital financeiro.

Banco popular
Um terço da carteira de crédito (de R$ 105 bilhões) do Banco do Brasil está concentrada nos 100 maiores devedores da instituição estatal.

Gol
No ano da Copa do Mundo na Alemanha, a Vale do Rio Doce saiu na frente e conseguiu uma vitória no campo “inimigo”: acertou um reajuste  de 19% no preço do minério de ferro vendido para a siderúrgica Thyssen Krupp  Stahl AG, a maior da Alemanha. O valor ficou pouco abaixo dos 24% pedidos.  A companhia brasileira negocia com outros clientes os preços de venda para  2006. A alta demanda pelo produto no mercado mundial favorece os aumentos pedidos pela mineradora.

Além da Sena
O diretor de Comunicação da Associação de Engenheiros da Petrobras (Aepet), Fernando Siqueira, compara o oitavo leilão de concessões para explorar petróleo – o quarto no governo Lula – inclusive, de áreas já exploradas pela Petrobras, previsto para outubro, a uma loteria para os futuros beneficiados: “O Brasil está dando bilhetes premiados  para empresas estrangeiras. Ao entregar às multinacionais recursos naturais não-renováveis, patrimônio do povo brasileiro, o governo Lula aprofunda sua política servil aos interesses das multinacionais. Entregar reservas de petróleo é crime de lesa-pátria!”, critica.

Aqui não vale
O engenheiro Paulo Metri aponta a contradição no Governo Lula: enquanto apóia a nacionalização das reservas de combustíveis na Bolívia, mantém a entrega dos recursos naturais brasileiros.

Às claras
A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados se reúne na quarta-feira e poderá votar o Projeto de Lei do deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ) que altera o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8078/90) para que as propagandas relativas à concessão de crédito passem a explicitar as taxas mensal e anual de juros, a forma de pagamento do empréstimo e as conseqüências decorrentes de sua inadimplência.

Bala
O Brasil conta com uma legião de lutadores até bem pouco desconhecida: os colunistas dos “jornalões”. Depois de clamarem pela invasão da Bolívia, agora defendem a política de “bandido bom é bandido morto” para debelar a crise na segurança paulista.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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