Estado do Rio registra 68,8 mil novos MEIs

Alimentação fora do lar foi o segmento com mais abertura de empresas, com 10,4 mil novos microempreendedores.

O empreendedorismo segue abrindo portas para a reinserção no mercado de trabalho. Levantamento do Sebrae Rio com base nos dados da Receita Federal mostra que no primeiro trimestre deste ano, 68,8 mil novos MEI foram abertos no Estado do Rio de Janeiro. Esse número representa um aumento de 9%, em comparação ao mesmo período de 2020. A capital corresponde a 41% das novas empresas em funcionamento, seguido por Duque de Caxias, São Gonçalo, Nova Iguaçu e Niterói.

A alimentação fora do lar foi o segmento com mais abertura de empresas, com 10,4 mil novos MEI. Na sequência vem logística e transporte (7,2 mil), construção civil (5,8 mil), moda (5,7 mil) e beleza (5,1 mil). Já as atividades onde os microempreendedores individuais mais se destacaram foram: cabeleireiros, manicure e pedicure (3,7 mil), fornecimento de alimentos preparados para consumo domiciliar (3,6 mil), comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (3,3 mil), promoção de vendas (2,8 mil) e atividades auxiliares dos transportes terrestres não especificados (2,4 mil).

Já levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) aponta que a Baixada Fluminense criou mais de 4 mil empregos entre janeiro e março de 2021. Março, inclusive, foi o segundo mês consecutivo de saldo positivo de contratações, quando considerados todos os setores econômicos (indústria, comércio, serviços e agropecuária). Duque de Caxias (+1.163) e Belford Roxo (+602) são os municípios com os melhores desempenhos em 2021 nestas áreas.

A análise específica da indústria da região mostra que o setor gerou mais de 700 novos postos de trabalho formais no acumulado deste ano. Queimados (+229) e Itaguaí (+174), ambos municípios com distritos industriais, também se destacaram positivamente neste período. Os setores que impulsionaram este resultado foram a construção civil (+352) e a fabricação de produtos de minerais não metálicos (+317).

Apesar das medidas restritivas de combate à pandemia adotadas em março deste ano, a indústria fluminense seguiu a tendência de alta e registrou a abertura de 3.033 postos de trabalho, tornando-se a segunda maior contratante neste que foi o terceiro mês consecutivo de mais admissões do que demissões. A análise revela ainda que a tendência de alta se repetiu em todos os demais grandes setores: serviços (+7.595), comércio (+2.270) e agropecuária (+199), num total de 13.097 novos postos de trabalhos formais em todo o estado.

No setor de indústrias, segmentos ligados à construção civil (+1.164), à manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (+762) e à confecção de artigos do vestuário e acessórios (+510) impulsionaram a geração de empregos. Já no setor de serviços, as maiores contratações ocorreram nos segmentos de serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada (+1.464), limpeza em prédios e em domicílios (+1.252) e atividades de atendimento hospitalar (+731).

Por outro lado, após seis meses consecutivos de recuperação, o segmento de restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas voltou a demitir em março (-1.117), diante de novas restrições impostas para frear o contágio da Covid-19 no estado. No período de 12 meses desde abril do ano passado a março deste ano, os setores de serviços (-57.217) e indústria e construção (-5.791) ainda acumulam perdas. Já o comércio (+2.075) e a agropecuária (+29) apresentaram resultados positivos nessa comparação, indicando que as contratações superaram os desligamentos no acumulado do período de abril de 2020 a março de 2021.

No saldo geral de vagas abertas, 74 dos 92 municípios fluminenses apresentaram geração líquida de emprego formal em março de 2021, frente a apenas 31 cidades que estavam contratando um ano antes, quando eclodiu a pandemia no país.

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