Estaleiros devem gerar empregos com 8 embarcações para a Marinha

A perspectiva de geração de empregos com a construção de fragatas e navios-patrulha para a Marinha, nos estaleiros do estado, animou a Comissão Especial da Indústria Naval da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A possibilidade de negócios em território fluminense foi apontada nesta segunda-feira, na visita que o grupo de parlamentares, presidido pela deputada Célia Jordão, fez à Emgepron e ao Cluster Tecnológico Naval.

Na apresentação, representantes da empresa pública que faz a gestão de projetos navais informaram que a Marinha precisa de 12 fragatas. Dessas, quatro já estão sendo construídas em Santa Catarina, com até 40% de contratação de conteúdo local. As demais obras podem ser trazidas para o Rio de Janeiro, com potencial contratação de profissionais no estado.

“Temos a capacidade de inteligência e de produção aqui, e 90% do comércio acontece pelo mar. Trazer essas obras para cá demanda um esforço conjunto nosso e do governo do estado. A economia do mar é fundamental para o desenvolvimento do Rio de Janeiro, que tem plena condições de se reestruturar para crescer”, afirmou o diretor-presidente da Emgepron, almirante Edesio Teixeira.

A presidente Célia Jordão ressaltou que o trabalho da comissão tem sido justamente fazer a interlocução de atores do setor com o governo para contribuir na elaboração de um plano de gestão regional que impulsione a economia do mar no estado.

“Na visita ao Cluster Tecnológico, vimos boas perspectivas com a construção dessas novas fragatas e navios-patrulha, que vem ao encontro com tudo que a comissão busca, que é a geração de trabalho e renda para o estado do Rio de Janeiro”, disse a deputada.

O comandante da Marinha brasileira, almirante de esquadra Ilques Barbosa Júnior, destacou que é urgente que lideranças políticas se empenhem na retomada da indústria naval no Rio de Janeiro.

“Não temos mais tempo a perder. Ficarmos inertes é um risco enorme para o desenvolvimento do nosso país. É uma situação de segurança econômica. É preciso haver investimento em ciência, educação e presença do estado para mudança desse momento. Do contrário, as grandes empresas vão continuar indo embora. Sem mobilidade, sem segurança e sem investimentos, não têm empregos”, alertou Barbosa Júnior.

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