26.1 C
Rio de Janeiro
segunda-feira, janeiro 25, 2021

Estranhas coincidências na terra onde a elite não dá bola para o povo

Uma frase marcante do decano Carlos Lessa, que acaba de nos deixar abatido pela pandemia que nos assola, dá bem o sentimento geral na terra da jabuticaba e do juro pornográfico: “A elite atual é igual à elite do passado e não dá bola para o povo, não busca mais o desenvolvimento das forças produtivas, mas apenas seu próprio enriquecimento pessoal.”

Pois bem, estima-se que 18% dos cariocas tiveram que buscar o auxílio emergencial do Governo Federal para evitar passar fome. Isso dá bem o tamanho do abacaxi que nossas elites endinheiradas nos meteram. Assim também, cerca de 14 mil trabalhadores comprovadamente sem renda receberam o benefício do auxílio emergencial, na primeira leva da liberação de recursos na terra do açúcar, portanto, estavam fora do CadUnico e eram os novos informais que a crise sanitária fez surgir.

Autônomo não exige melhores salários, não faz greve nem exige melhores condições de trabalho, ao autônomo ninguém tem que dar garantia alguma. A glamorização midiática da informalidade não é a troco de nada: essa tragédia neoliberal que querem nos empurrar como “empreendedorismo” na realidade é INFORMALIDADE!!

Em países periféricos, o liberalismo econômico, tão aclamado por alguns políticos e economistas banqueiros, transforma o Brasil em um país importador de manufaturados, destrói as nossas indústrias e empregos, fazendo com que milhões de pessoas tenham que se atirar na informalidade para sobreviver.

Segundo estudo do Ibre/FGV, 38% dos empresários reduziram jornada de trabalho. Menos de 10% das empresas de serviços operam normalmente, e a indústria projeta voltar à normalidade apenas em 2021. Isso mostra que, muito provavelmente, o nível de pedidos de recuperação judicial e falências tende a explodir no segundo semestre de 2020.

É aprender com tudo o que foi feito e também com tudo que deixou de ser feito, como rasgar o caminho da esperança que lateja, que lateja, na frágua da paciência operária”, nos ensina o poeta Thiago de Mello. Vida que segue.

Ranulfo Vidigal

Economista.

Artigos Relacionados

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Copom está alinhado com maioria da expectativa do mercado

Considerando foco na inflação de 2022, estamos considerando agora que BC começará a aumentar Selic em maio e não em agosto.

Primeira prévia dos PMI’s e avanço da Covid-19

Bolsa brasileira sucumbe ao terceiro dia de queda, mediante aos temores fiscais.

Exterior em baixa

Queda acontece em meio às preocupações com problemas para obtenções de vacinas.

Más notícias persistem

Petróleo negociado em NY mostrava queda de 2,60% (afetando a Petrobras), com o barril cotado a US$ 51,75.

Mercado reagirá ao Copom e problemas internos

Na Europa, Londres teve alta de 0,41%. Frankfurt teve elevação de 0,77%. Paris teve ganhos de 0,53%.