Estudante sudanês quer usar soluções chinesas na agricultura da África

Altyeb Ali, 32 anos, do Sudão, aspira a traçar um novo caminho para o desenvolvimento agrícola na África depois de adquirir conhecimento sobre energia solar e sistemas agrovoltaicos na China por quase sete anos.

O estudante sudanês Altyeb Ali verifica o crescimento de vegetais em uma base de pesquisa na Província de Anhui, leste da China, em 31 de maio de 2022. (Xinhua/Wang Haiyue)

Xinhua - Silk Road

 

Hefei, 14 jun (Xinhua) — Altyeb Ali, 32 anos, do Sudão, aspira a traçar um novo caminho para o desenvolvimento agrícola na África depois de adquirir conhecimento sobre energia solar e sistemas agrovoltaicos na China por quase sete anos.

Ali, que nasceu em uma família de agricultores no sudeste do Sudão, estava completamente ciente da importância e da situação do desenvolvimento agrícola em seu país.

Embora o Sudão possua abundantes recursos de energia solar, ainda sim, enfrenta outras dificuldades, como seca e escassez de água em grande parte do país.

Depois de trabalhar no Sudão como engenheiro mecânico por um ano, Ali conseguiu uma bolsa de estudos para fazer um mestrado em aplicações e tecnologia de energia solar na Universidade de Ciência e Tecnologia de Kunming em 2015.

Um novo fórum de energia do qual ele participou perto da formatura o fez perceber que a energia solar realmente tem cenários de aplicação mais amplos, particularmente na agricultura.

Neste fórum, ele conheceu Liu Wen, professor da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, e esta apresentação sobre sistemas agrovoltaicos despertou o interesse de Ali.

“Essa técnica pode gerar eletricidade e economizar água, ao mesmo tempo em que aumenta a qualidade e o rendimento das colheitas, viabilizando terras secas antes impróprias para a agricultura. Se eu dominar essa tecnologia, poderei resolver muitos problemas agrícolas no Sudão”, disse Ali.

Ali ficou mais motivado a entender essa técnica após uma discussão aprofundada com o professor Liu e se matriculou como estudante de doutorado, com foco em sistemas agrovoltaicos na universidade de Liu três meses depois.

Ali começou a aprender como plantar, irrigar, fertilizar e colher com base em seu conhecimento de aplicação de energia solar. Ele também analisou como construir uma estufa fotovoltaica e calcular a evaporação e a evapotranspiração em sistemas agrovoltaicos.

“Cultivamos várias plantas, incluindo tomates, berinjelas e rosas na base experimental de nossa faculdade”, disse Ali.

Em 2021, Ali se mudou para um campo experimental maior na cidade de Fuyang, na província de Anhui, leste da China, e passou oito meses lá. “Ao aplicar diferentes sistemas agrovoltaicos, podemos intervir e separar a luz solar com objetivo de deixar entrar apenas a luz solar necessária para o crescimento das plantas e usar outra parte da luz para geração de energia. “, disse Ali.

Ele observou que este estudo poderia ser de grande utilidade em sua cidade natal, onde muitos vegetais não podem ser cultivados no verão devido à forte luz solar.

“Ao introduzir sistemas agrovoltaicos e estufas, podemos controlar a luz solar, temperatura, umidade e evaporação da água para que as pessoas possam consumir uma maior variedade de frutas e vegetais durante todo o ano”, disse Ali.

Falando sobre o futuro, Ali disse que pretende fazer pós-doutorado na China após a graduação para adquirir uma compreensão mais aprofundada do sistema agrovoltaico e depois retornar ao Sudão.

Ele planeja se tornar um professor universitário no Sudão e iniciar uma empresa para promover a aplicação de sistemas agrovoltaicos tanto no Sudão quanto em outros países africanos.

“Minha experiência de estudo na China aumentou minha confiança em relação ao meu futuro, bem como no desenvolvimento da tecnologia agrovoltaica no Sudão, o que pode ter implicações estratégicas para os países africanos”, disse Ali. Fim

Leia também:

Indústria de couro da China registra crescimento estável

Xinhua Silk Road
Agência de notícias oficial do governo da República Popular da China.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigos Relacionados

CMOC gastará US$ 1,826 bilhão no projeto de KFM em Congo

O CMOC Group Limited (603993.SH, 03993.HK) anunciou nesta quinta-feira que investirá cerca de 1,826 bilhão de dólares na fase I do desenvolvimento do projeto da mina de cobre-cobalto de Kisanfu (KFM), na República Democrática do Congo (RDC).

Banco central da China injeta liquidez via recompra reversa

O Banco Central da China injetou nesta sexta-feira 10 bilhões de yuans (cerca de 1,5 bilhões de dólares) de recompra reversa, visando manter a liquidez do sistema bancário.

O mercado de pequenos artigos chineses é inaugurado em Dubai

O mercado de Yiwu, um centro de compras para pequenas mercadorias chinesas, foi inaugurado nesta quinta-feira em Dubai, oferecendo uma alternativa de mercado para compradores estrangeiros adquirirem produtos fabricados na China, informou Chinanews.com.

Últimas Notícias

Ford Brasil: Centro global de exportação de serviços de engenharia

Projetos de ponta voltados ao futuro da mobilidade, como veículos elétricos, autônomos e conectados. 

Senado vai analisar vetos na Lei Aldir Blanc

Existe uma fila de 36 vetos aguardando votação dos senadores e deputados

Caixa: desconto de até 44% para regularizar penhor em atraso

As unidades com serviço de penhor disponível podem ser consultadas no site da Caixa

Índice de Preços ao Produtor (IPP) sobe 1,83% em maio

Das 24 atividades analisadas, 21 tiveram alta de preços

Acqio inclui transações via Pix em suas soluções de pagamento

Em abril os pagamentos feitos via Pix atingiram a marca histórica de 11,5%, no comércio eletrônico