Estudar é caro

Apresentada como a “nova classe média” brasileira, por heterodoxas metodologias que confundem mudança de padrão de consumo com ascensão social, a classe C está gastando 40% a mais em graduação, segundo levantamento feito em janeiro pela Ideal Invest em cerca de 200 cidades brasileiras junto a 20 mil usuários do Pravaler, programa de crédito privado para cursos de graduação e pós-graduação gerido por ela. Segundo dados da Hoper, consultoria especializada em educação, as mensalidades dos cursos financiados pelo Pravaler custam, em média, R$ 783,57, contra R$ 500,11 da média nacional das universidades privadas, uma diferença de 36,17%.

Nova commodity
O diretor-executivo da Ideal Invest, Carlos Furlan, estima que cerca de 65% dos estudantes financiados pelo Pravaler são os primeiros da família a fazer um curso superior: “Isso é muito representativo, quando vemos que nossa base (55%) é de pessoas da classe C, a que mais cresceu no país nos últimos oito anos. Foram quase 40 milhões de novos integrantes nesse período”, analisa.
Segundo o Censo da Educação 2010, de cada dez alunos de universidades privadas, três recorrem a alguma forma de financiamento.

Desbotado
Os maiores bancos privados que atuam no Brasil são bons em propagandear a sustentabilidade ambiental, mas pecadores na hora em que fala mais alto o dinheiro. Quando se trata de  liberar créditos vultosos, os bancos fecham os olhos para madeireiras ou para atividades de forte impacto ambiental. A conclusão é extraída de uma pesquisa do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (GVCes) e está publicada em reportagem da revista Por Sinal, do Sindicato dos Funcionários do Banco Central.

Imagem
Outro trabalho apurado pela revista do Sinal mostra que, segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a preocupação com a saúde do planeta é uma questão mais de propaganda para as instituições financeiras do que um compromisso moral. O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) já até baixou normas específicas para combater a “maquiagem verde” (greenwashing), em que o discurso da sustentabilidade não tem correspondência em práticas sustentáveis. A reportagem complete está em www.sinal.org.br/informativos/porsinal

França carioca
O mais importante leilão de vinhos da França escolheu este ano para homenagem e como tema o Rio de Janeiro. O evento acontece sempre no final de semana do domingo de Ramos, este ano 31 de março e 1º de abril, e vai unir a alta gastronomia francesa e brasileira com a degustação de vinhos da região de Languedoc, Sil da França. A festa reúne 50 mil pessoas no sábado. O leilão é no domingo. Três premiados chefs do Rio foram chamados para preparar o jantar com cores nacionais: Claude Troisgros, Roland Villard e Roberta Sudbrack, que atuarão junto com o sommelier Dionísio Chaves. Na festa popular, a música de gafieira, samba e Bossa Nova e imagens do Rio vão coroar o evento. O leilão de Toques et Clochers é o segundo em faturamento da França e atraiu a atenção da casa londrina Sotheby”s.

Defesa
Osvaldo Nobre, assíduo colaborador desta página, fez na noite desta segunda-feira concorrida palestra na sede própria do Rotary Clube de Miguel Pereira (RJ), com o tema “Defesa da Amazônia”. O evento faz parte de ciclo de debates idealizado pelo presidente da instituição, Pedro Coelho, que já discutiu temas como geopolítica mundial.

Veio pra Caixa
A SulAmérica Seguros desfez a pareceria que tinha com o Banco do Brasil, trocando-o pela Caixa Econômica Federal. Tem corretor reclamando que a nova dupla está oferecendo desconto de até 30% em seguros de automóveis.

Mentirinha
Não bastasse conviver com engarrafamentos, o carioca ainda tem que driblar as placas eletrônicas com informações equivocadas. Prefeitura e Ponte Rio-Niterói informam que o tráfego está normal, e o motorista se depara com trânsito parado; ou ameaçam com “fluxo intenso” – e quem não acredita se dá bem: ruas (ou ponte) vazias.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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