Etanol no Sudeste teve a maior alta nacional em abril: 6,54%

Rio registrou as maiores médias da região para gasolina e etanol e Minas para o diesel; já SP vendeu todos os combustíveis pelo menor preço médio.

Os postos de abastecimento da Região Sudeste apresentaram em abril o maior aumento em território nacional para o etanol. Em relação ao fechamento de março, o combustível foi comercializado 6,54% mais caro nas bombas, a R$ 5,800. O litro mais caro do combustível foi encontrado nos postos fluminenses, a R$ 6,413. Apesar do cenário de preços crescentes, o etanol comercializado no Sudeste em abril foi o segundo mais barato do país, atrás apenas da Região Centro-Oeste.

No recorte por estado, o menor preço médio para o etanol foi encontrado nos postos de São Paulo, a R$ 5,097, apesar de ter registrado a maior alta entre os estados em relação ao fechamento anterior (8,61%). Em contrapartida, as bombas fluminenses registraram as maiores médias para o etanol, a R$ 6,413, alta de 7,46%.

O mesmo cenário foi registrado para a gasolina em abril. As menores médias foram encontradas nos postos de abastecimento paulistas, a R$ 7,013. No Rio de Janeiro, a gasolina foi comercializada pelo maior preço médio, a R$ 7,814. Ambos os estados registraram aumento nas médias em comparação a março: 4,10% e 1,81%, respectivamente.

O diesel comum e o diesel S-10 foram comercializados pelo maior preço médio em Minas Gerais, a R$ 6,735 e R$ 6,914, respectivamente. Ambos os combustíveis apresentaram alta de 3,97% para o tipo comum, e de 5,51% para o tipo S-10, em relação a março. Em contrapartida, São Paulo apresentou as menores médias para os combustíveis: R$ 6,470 para comum e R$ 6,668 para o tipo S-10. No balanço nacional, as médias registradas para o diesel no Sudeste foram de R$ 6,569 e R$ 6,739, respectivamente.

O superlucro de R$ 44,56 bilhões da Petrobras no primeiro trimestre deste ano, 38 vezes maior que o do mesmo período do ano anterior, traz a marca da inflação recorde dos combustíveis e da transferência de riqueza promovida pela política de paridade internacional de preços do governo Bolsonaro.

“Reajustes abusivos nos derivados de petróleo no mercado interno adotados pela gestão da Petrobras, com base na política de Preço de Paridade de Importação (PPI), garantem altos lucros a acionistas, que receberão dividendos de R$ 48,5 bilhões relativos ao exercício de 2022, em menos de seis meses após a megadistribuição de R$ 101 bilhões do exercício anterior”, destaca o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar.

Segundo ele, “o foco da Petrobras hoje é gerar e distribuir valor, principalmente para acionistas privados. Mais de 45% são investidores estrangeiros, com ações da Petrobras nas Bolsas de São Paulo e de Nova Iorque. Socializamos os investimentos e privatizamos os lucros. Quem paga os dividendos para os grandes fundos de investimentos nacionais e internacionais é o povo brasileiro”, afirma ele.

De janeiro de 2019 a 1° de maio de 2022, a gasolina, nas refinarias, subiu 165,8%, o diesel 155,2% e o GLP 118,4%, levando o preço médio do botijão de gás de 13 kg para acima de R$ 120. Isso porque os combustíveis são reajustados com base no PPI, que segue as cotações internacionais do petróleo, variação cambial e custos de importação de derivados, sem levar em conta que 94% da produção de petróleo é nacional – ou seja, com custos em real.

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Gasolina e etanol aumentaram mais de 2% em relação a março

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