Etanol sobe no início do mês e bate maior valor desde maio

Combustível teve alta de 1,14% na primeira quinzena do mês

508
Bomba em posto de combustível (foto de José Cruz, ABr)
Bomba em posto de combustível (foto de José Cruz, ABr)

O preço médio do etanol nos postos brasileiros registrou um aumento de 1,14% na primeira quinzena de outubro em relação ao mesmo período de setembro, chegando a R$ 4,44, a maior média para o biocombustível registrada desde o último mês de maio. A gasolina também ficou mais cara para os motoristas brasileiros, com preço médio de R$ 6,36, aumento de 0,47% na mesma comparação. Os dados são da última análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).

Nas análises regionais do mesmo período, o IPTL registrou que a maioria das regiões acompanhou a tendência nacional de alta para os dois combustíveis nesta primeira quinzena de outubro. A exceção foi a Região Nordeste, que registrou estabilidade para o etanol, mantendo o preço médio de R$ 4,94 registrado na primeira quinzena de setembro.

O Centro-Oeste se destacou ao registrar as maiores altas do período para ambos os combustíveis: de 3,92% para o etanol (R$ 4,51) e de 2,04% para a gasolina (R$ 6,49).

As maiores médias seguiram sendo registradas no Norte. Na região, o etanol foi vendido a preço médio de R$ 5,21 (0,39%), enquanto a gasolina, a R$ 6,83 (0,15%). Já as médias mais competitivas seguiram sendo as da Região Sudeste: R$ 4,32 para o etanol (0,93%) e R$ 6,21 para a gasolina (0,32%).

Espaço Publicitáriocnseg

Ainda segundo o estudo, “considerando as médias por estados, a maior alta para a gasolina foi verificada no Distrito Federal, onde o combustível chegou a R$ 6,62 após aumento de 4,75%. Já o estado com a maior redução no preço médio da gasolina foi o Rio Grande do Norte, onde o combustível foi comercializado em média por R$ 6,19, após queda de 0,64%.”

Na primeira quinzena de outubro, os menores preços médios da gasolina foram registrados no Rio de Janeiro e na Paraíba, ambos a R$ 6,13. No estado fluminense, o valor representa um leve aumento de 0,16%, enquanto na Paraíba houve uma queda de 0,33%. A gasolina com o maior preço médio do país foi registrada, novamente, no Acre: de R$ 7,44, após aumento de 0,27%.

Para o etanol, a maior alta do país no período ocorreu em Goiás, de 8,25%, alcançando o preço médio de R$ 4,59. Já a maior redução do biocombustível foi registrada em Pernambuco, de 1,99%, que fez com que o preço médio do biocombustível neste estado recuasse a R$ 4,92.

O etanol mais caro do país na primeira quinzena de outubro foi o do Amazonas, com preço médio de R$ 5,47 (estável). São Paulo foi o estado com o etanol mais barato, com preço médio de R$ 4,20, um aumento de 1,20% em relação à primeira quinzena de setembro, de acordo com o IPTL.

Alta na gasolina no Amazonas é de 52,6% após privatização da refinaria

Desde a privatização da Refinaria de Manaus (Ream), em 2022, o preço da gasolina no Amazonas disparou 52,6%, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), na subseção da Federação Única dos Petroleiros (FUP). Em dezembro de 2022, o litro da gasolina ao consumidor final custava R$ 4,60; em agosto de 2025, a gasolina chegou a R$ 7,02, mostrando trajetória de alta durante todo o período analisado.

Boletim no Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo e Gás (Ineep) publicado nesta terça-feira, 15, mostra que a Região Norte registrou, em agosto deste ano, o maior preço médio da gasolina no país, R$ 6,19 por litro, puxado pelos estados do Amazonas e Acre. A média nacional foi de R$ 6,19 e o menor valor médio foi observado no Sudeste, R$ 6,05.

A Ream, que em 2022 refinava, em média, mais de 900 mil barris de petróleo por mês, deixou de produzir combustíveis e agora funciona apenas como base logística. Em 2025, a unidade processou petróleo apenas nos meses de março (296 mil barris) e abril (114 mil barris), em quantidades irrisórias.

“Hoje a Ream, controlada pelo grupo Atem, deixou de processar o petróleo extraído em Urucu (AM). Essa mudança limitou sua operação e transferiu a atividade para São Paulo, encarecendo ainda mais o preço final para os consumidores amazonenses, que já estão entre os que mais pagam pela gasolina e pelo gás de cozinha no país”, destaca Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP.

Leia também:

Siga o canal \"Monitor Mercantil\" no WhatsApp:cnseg