EUA assinam acordo com ONU para revisar contribuição humanitária

Para Guterres, cortes de Trump trazem consequências devastadoras

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António Guterres (foto de Cia Pak, ONU)
António Guterres (foto de Cia Pak, ONU)

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou nesta segunda-feira que a administração Trump chegou a um acordo com as Nações Unidas para revisar sua contribuição financeira aos programas de ajuda humanitária da organização mundial.

“Este novo modelo dividirá melhor o ônus do trabalho humanitário da ONU com outros países desenvolvidos e exigirá que a ONU reduza a sobrecarga, elimine a duplicação e se envolva em novos e poderosos mecanismos de impacto, responsabilidade e supervisão”, disse ele em uma breve mensagem nas mídias sociais.

Rubio indicou, portanto, que o governo Trump deixará de usar o dinheiro dos contribuintes americanos para financiar “desperdício, antiamericanismo” ou “ineficiência”. “Os EUA continuam sendo a nação mais generosa do mundo em assistência humanitária”, argumentou.

O anúncio faz parte das políticas de cortes na ajuda externa promovidas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, desde que assumiu o cargo em janeiro de 2025, que teve seu principal expoente no chamado Departamento de Eficiência Governamental, liderado pelo bilionário Elon Musk.

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O secretário-geral da ONU, António Guterres, já alertou que os cortes na ajuda internacional ordenados por Trump trariam “consequências devastadoras” para as populações carentes de todo o mundo.

Recentemente, o presidente dos EUA brincou dizendo que os EUA poderiam ter se tornado “a verdadeira ONU”, observando que o órgão mundial “tem ajudado muito pouco” a acabar com conflitos como os do leste da República Democrática do Congo, da Armênia e do Azerbaijão, e o que eclodiu este ano entre a Índia e o Paquistão.

Europa Press

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