Os EUA e o Irã avançaram nas negociações nesta terça-feira, aproximando-se de um acordo preliminar para encerrar a guerra, informou o Axios nesta quarta-feira, citando autoridades estadunidenses. Com o cessar-fogo de duas semanas se aproximando do fim, em 22 de abril, um acordo ainda não está garantido, disseram as autoridades, observando que ainda existem lacunas significativas entre os dois lados e que alcançar um acordo completo exigirá um consenso mais amplo dentro do Irã.
“Queremos fazer um acordo. E partes do governo deles também querem. Agora, o desafio é convencer todo o governo ir para lá a fechar o acordo”, disse uma autoridade dos EUA, segundo a reportagem.
Se um acordo preliminar for alcançado, o cessar-fogo precisará ser estendido para negociar os detalhes de um acerto abrangente, afirmou a reportagem. No entanto, alertou que os detalhes “são complicados – não dá para fazer isso em dois dias”, citando outra autoridade estadunidense.
Tanto o Irã quanto os Estados Unidos negaram nesta quarta-feira as notícias de que os dois lados teriam chegado a um acordo de princípio para estender o cessar-fogo.
O presidente Donald Trump disse à Fox Business, em uma entrevista transmitida nesta quarta-feira, que a guerra entre EUA e Israel com o Irã está “muito perto do fim”.
O bloqueio naval de Washington, que interrompe as exportações de petróleo do Irã, e o aprofundamento da crise econômica do país estão aumentando a pressão sobre Teerã para que chegue a um acordo, disseram autoridades dos EUA.
Embarcações furam bloqueio dos EUA
Algumas embarcações furaram o bloqueio imposto pelos EUA a navios que entram e saem de portos iranianos, informou uma empresa de análise marítima com sede em Londres em um relatório divulgado nesta quarta-feira.
De acordo com a Windward, uma embarcação de desembarque com bandeira iraniana partiu de Bandar Abbas na terça-feira, atravessou o Estreito de Ormuz e entrou no Golfo de Omã, representando um exemplo claro de uma violação bem-sucedida do bloqueio.
O relatório também afirma que, entre terça e quarta-feira, um navio petroleiro de grande porte vazio, com bandeira falsa e sancionado pelos EUA, foi observado entrando no Estreito por meio de águas territoriais iranianas. A embarcação provavelmente utilizou rotas costeiras para reduzir a exposição e foi avaliada da mesma forma como uma manobra de quebra de bloqueio.
Apesar do aumento da fiscalização, o relatório afirma que o bloqueio dos EUA começou a moldar o comportamento das embarcações em tempo real, mas ainda não interrompeu a circulação pelo Estreito de Ormuz e em suas imediações. Segundo a Windward, o trânsito pelo Estreito permaneceu ativo na terça-feira, com um total de 19 embarcações cruzando, incluindo cinco entrando e 14 saindo. Sete dessas embarcações ostentavam bandeira iraniana.
O tráfego de entrada consistia em dois petroleiros e três navios de carga, enquanto o tráfego de saída incluía dois petroleiros, um graneleiro e 11 navios de carga.
No entanto, os militares dos EUA sustentaram que nenhuma embarcação conseguiu ultrapassar as forças estadunidenses para entrar ou sair de portos iranianos nas primeiras 48 horas do bloqueio americano.
Trump anunciou um bloqueio do Estreito de Ormuz a partir de segunda-feira, após o impasse nas negociações entre Washington e Teerã em Islamabad durante o fim de semana.
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Pentágono envia milhares de soldados adicionais
Embora EUA e Irã sigam negociando um acordo, o Pentágono enviará milhares de soldados adicionais para o Oriente Médio nos próximos dias. O governo Trump está considerando a possibilidade de ataques adicionais ou operações terrestres caso o frágil cessar-fogo não se mantenha, informou o The Washington Post nesta quarta-feira, citando autoridades estadunidenses.
As forças que estão se deslocando para a região incluem cerca de 6 mil soldados a bordo do porta-aviões USS George H.W. Bush, da classe Nimitz, e seus navios de guerra acompanhantes. Eles partiram da Estação Naval de Norfolk, no estado americano da Virgínia, no final de março, rumo ao Oriente Médio, de acordo com um comunicado de imprensa da Marinha dos EUA divulgado na época.
Cerca de 4.200 outros soldados do Grupo Anfíbio de Prontidão Boxer e sua força-tarefa embarcada do Corpo de Fuzileiros Navais, a 11ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, devem chegar perto do final do mês, segundo a reportagem de quarta-feira.
Até o momento, cerca de 50 mil soldados estadunidenses estiveram envolvidos na campanha militar dos EUA contra o Irã, que começou em 28 de fevereiro.
Com informações da Agência Xinhua

















