EUA não deixam Venezuela comprar vacinas contra Covid-19

O bloqueio imposto pelos Estados Unidos à Venezuela está impedindo a Venezuela de compre as vacinas contra Covid-19 para imunizar a população. A informação é do ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, denunciou nesta quinta-feira.

Segundo o ministro, “se a Venezuela não tivesse seus recursos bloqueados no exterior, teríamos comprado 30 milhões de vacinas há três meses”. Ele explicou que o país até agora recebeu pouco menos de 1 milhão de vacinas: 250.000 doses da russa Sputnik V e 500.000 da farmacêutica chinesa Sinopharm. “Não teríamos apenas as 30 milhões de vacinas, mas teríamos vacinado metade da população se não tivéssemos os mecanismos represados na banca internacional”, acrescentou.

O chanceler afirmou que, apesar dos pedidos de Caracas, o Reino Unido e os Estados Unidos continuam a não liberar os recursos do seu país bloqueados no exterior. “Para a compra de vacinas, a Venezuela exigiu a liberação de pelo menos US$ 300 milhões dos quase US$ 6 bilhões bloqueados pela imposição de sanções criminosas. Nem os Estados Unidos, nem o Reino Unido liberaram um dólar. Apesar deles, estamos agindo de outra forma com nossos aliados”, disse.

Arreaza afirmou que espera que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) receba os recursos para a compra de vacinas na Venezuela, por meio do mecanismo Covax, “pelo qual vamos pagar”. A esse respeito, o diretor do Departamento de Emergências da Opas, Ciro Ugarte, declarou que continuam as negociações e conversas para desbloquear os recursos da Venezuela no exterior e poder adquirir os medicamentos.

Neste momento, o país vive uma segunda onda de infecções por covid-19, que as autoridades sanitárias afirmam ser mais contagiosa e letal, e está relacionada à presença de cepas do vírus detectadas no Brasil.

Com informações do Operamundi

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