EUA têm disparada de mortos por coronavírus: 5.600

País sofre com falta de equipamentos; Trump volta a fazer teste e resultado é negativo.

Internacional / 10:55 - 3 de abr de 2020

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O número crescente de mortos na pandemia de coronavírus sobrecarregou as funerárias de Nova Iorque, enquanto hospitais tentam atender milhares de pacientes infectados em meio a um total cada vez menor de ventiladores mecânicos e equipamentos de proteção disponíveis.

Diretores de funerárias e cemitérios descreveram uma disparada na demanda não vista em décadas, enquanto os casos de covid-19, a doença respiratória causada pelo coronavírus, ultrapassaram a casa dos 50 mil na cidade, com quase 1.400 mortos.

"De muitas maneiras, o Estado de Nova Iorque é um microcosmos dos EUA, e é por isso que eu acredito que o que acontece aqui é ilustrativo para o resto do país sobre o que vai acontecer", afirmou o governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo.

Os custos humanos foram ainda mais ressaltados por novas evidências da devastação econômica trazida pela pandemia, já que mais de 90% dos norte-americanos foram ordenados a ficar em casa para enfrentar a expansão do vírus.

O governo dos EUA reportou que 6,6 milhões de norte-americanos (um recorde) se registraram para obter benefícios de seguro-desemprego, dobrando a máxima histórica registrada na semana passada.

"Você fica sem respirar", disse Justin Hoogendoorn, diretor de Eetratégia de Renda Fixa e Análise na Piper Sander, em Chicago. "Obviamente a reação imediata a algo assim será o medo".

Nesta quinta-feira, o Texas se tornou o 40º estado norte-americano a emitir a ordem para que todos permaneçam em suas casas para conter a propagação do vírus.

Como se a perda de emprego para 10 milhões de norte-americanos em duas semanas não fosse o bastante, o número de mortos nos EUA subiu em 950, marcando o terceiro dia seguido de altas recordes. Outras 800 mortes reportadas até então na quinta-feira levaram o número total do país para mais de 5.600 mortos, de acordo com uma contagem da agência Reuters de dados oficiais.

Os casos confirmados nos EUA passaram os 235 mil na quinta-feira, o dobro da Itália, o país com o segundo maior número de ocorrências.

A força-tarefa da Casa Branca para a pandemia estima que entre 100 e 240 mil pessoas possam morrer, mesmo se a ordem de quarentena obrigatória for respeitada.

No mundo, o número de infecções confirmados chegou a 1 milhão, com mais de 50 mil mortos até ontem, de acordo com o centro de pesquisa da Universidade Johns Hopkins para o coronavírus.

Ontem, o presidente Donald Trump fez novo teste para o coronavírus e o resultado foi negativo, informou a Casa Branca.

Em comunicado, o médico de Trump, Sean Conley, disse que o presidente norte-americano passou por um segundo teste para detecção do coronavírus. Ele já havia sido submetido a um exame no mês passado, após entrar em contado com a comitiva do presidente Jair Bolsonaro que teve integrantes com exame positivo.

Conley afirmou na nota divulgada pela Casa Branca que Trump foi testado com um novo exame rápido, e que o resultado saiu em 15 minutos.

"Ele está saudável e sem sintomas", acrescentou.

 

Com informações da Agência Brasil, citando a Reuters

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