Europeus não querem a fusão Embraer e Boeing

Na avaliação dos reguladores europeus, compra da brasileira reduz a competição no mercado global de jatos.

Acredite se Puder / 17:40 - 26 de dez de 2019

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David L. Calhoun foi nomeado CEO da Boeing no último dia 23 de dezembro, mas somente assumirá a função em 13 de janeiro de 2020. O coitado, além de estar no meio da crise dos aviões 737 Max, já enfrenta pressões de reguladores europeus sobre a compra do braço comercial da Embraer, considerada crucial para a estratégia de longo prazo da americana. As autoridades da União Europeia que investigam essa transação pediram que as empresas forneçam mais 1,5 milhão de páginas de documentos e dados referentes aos últimos 20 anos de vendas, segundo informações da Reuters. Tal gigantesco pedido mostra que há uma grande preocupação da Comissão Europeia com esse acordo que, na avaliação dos reguladores europeus, reduz a competição no mercado global de jatos. Essa interpretação, evidentemente, não é compartilhada pelos reguladores norte-americanos.

 

XP considera positiva decisão do BB

Será que as taxas que poderão ser cobradas dos clientes de cheques especiais não serão benéficas para os bancos? Para alguns analistas, como os da XP Investimentos, esse encargo poderá ser complexo, pois pode deteriorar ainda mais a experiência do cliente, o que é especialmente sensível em um cenário já competitivo com fintechs. Além disso, consideram que é negativa, de vez que reduz a margem financeira das instituições. Em virtude disso, classificaram de positiva a decisão do Banco do Brasil, que isentará todos os clientes com limite no cheque especial da nova cobrança de tarifa de até 0,25% ao mês. Segundo a resolução do Conselho Monetário Nacional, os bancos podem cobrar dos novos clientes a tarifa a partir do dia 6 de janeiro do próximo ano. Para os atuais, no entanto, só a partir de junho.

 

Salário por garantir estabilidade emocional

Os portugueses são os maiores criadores de fatos bizarros e pouco ortodoxos do mundo. Desde 2016, a mulher de Licínio Pina, presidente-executivo do banco Crédito Agrícola, ganhava cera de € 2 mil líquidos mensais. Depois de o fato ser denunciado, o Banco de Portugal mandou suspender o pagamento. Na maior cara de pau, Pina justificou que o pagamento era pela “estabilidade emocional” garantida pela sua mulher.

 

CVM alerta contra Passfolio

A Comissão de Valores Mobiliários emitiu alerta nesta quinta-feira determinando a suspensão das ofertas da Panchain Securities LIC (Passfolio), por considerar que atua de maneira irregular no mercado brasileiro De acordo com a autarquia, a empresa, que opera por meio de seu site e via aplicativo, não está autorizada a captar clientes residentes no país, por não integrar o sistema de distribuição previsto em lei. Em seu site, a Passfolio indica ser uma plataforma de investimentos, com oferta de produtos no mercado norte-americano, como ações, criptomoedas, ETFs e REITs, os fundos imobiliários dos EUA.

 

Morgan provoca alta de 21% na Technos

O primeiro pregão pós natalino foi caracterizado pela liquidez reduzida, o que é propício para que algumas distorções fossem registradas, como a valorização de 21,63% na cotação das ações da Technos S/A, que retornaram para o patamar de R$ 3,93. O motivo dessa alta foi o comunicado para a CVM informando que, com as compras recentes, o Morgan Stanley, aumentou sua participação, que era de 9,75%, para 10,9%. Essa alteração, no entanto, não muda a composição do controle da empresa, pois o banco de investimentos norte-americano continua na posição de segundo maior acionista, atrás do controlador, a Dymano, que detém lugar 29,61% do capital.

 

Tesla já vale 1,5 vez mais que a GM

A Tesla atingiu máximos históricos que elevaram o seu valor de mercado para os US$ 77 bilhões, cerca de 49% maior que o registado pela General Motors. A cotação da ação da companhia subiu nos cinco últimos pregões, sendo que no último, aumentou 1,49%, para os US$ 425,45. Neste ano, a Tesla teve valorização de 27,78%, enquanto a General Motors sofreu redução de 3%.

 

S&P mantém ratings da Tupy

A Tupy informou que sua nota na Standard & Poor’s não foi afetada após a aquisição da fundição Teksid, que comprou da FCA da Fiat Chrysler Automobiles, pois a de longo prazo, em moeda estrangeira e brasileira, permanece “BB”, enquanto a nacional continua “brAAA”.

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