Exame pioneiro no acompanhamento de pacientes em tratamento contra câncer de mama hormônio-dependente

Teste ultrassensível de estradiol realizado pelo Grupo Fleury conta com tecnologia de alta precisão para apoiar tratamentos oncológicos.

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Outubro Rosa (foto de Pedro França, Agência Senado)
Outubro Rosa (foto de Pedro França, Agência Senado)

O Grupo Fleury desenvolveu um método capaz de medir níveis extremamente baixos de estradiol, hormônio diretamente ligado ao câncer de mama hormônio-dependente. A dosagem ultrassensível utiliza cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas em tandem (CG-MS/MS) – tecnologia de alta precisão que até então não estava disponível na prática clínica para esse tipo de acompanhamento. O teste foi desenvolvido internamente pela área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do Grupo Fleury e visa contribuir para a personalização do cuidado médico e melhores tratamentos oncológicos.

Em casos de câncer de mama hormônio-dependente, uma das estratégias após a cirurgia é bloquear a produção de estrogênio com o uso de medicamentos. Para que essa terapia seja eficaz, os níveis de estradiol devem se manter abaixo de 2,7 pg/mL — faixa extremamente baixa e de difícil mensuração. Os métodos convencionais, como os imunoensaios, têm limitações técnicas nesse ponto. Já a espectrometria de massas supera esse desafio e oferece sensibilidade e especificidade superior, permitindo avaliar de forma confiável se a medicação está cumprindo seu papel.

“Quando falamos em câncer de mama hormônio-dependente, a diferença de décimos de unidade pode mudar completamente a condução do caso. Por isso, a oncologia depende de dados cada vez mais precisos para apoiar condutas personalizadas. O impacto clínico maior está na confiança do acompanhamento, já que o exame elimina a dúvida sobre se o bloqueio hormonal está, de fato, acontecendo; e na redução do risco de recorrência da doença – comprovando a relevância do monitoramento preciso da supressão hormonal”, destaca o Dr. Gustavo Maciel, assessor médico de ginecologia do Grupo Fleury.

Para atingir o desempenho necessário, a equipe automatizou etapas críticas e aplicou a ionização negativa por captura de elétrons, uma solução que possibilita maior acurácia. “Nosso maior desafio era traduzir uma tecnologia complexa em um exame aplicável na rotina clínica e conseguimos alcançar esse equilíbrio. A inovação não está apenas no uso da espectrometria de massas, mas na forma como a adaptamos para medir concentrações tão baixas com exatidão. Nosso objetivo foi garantir que cada resultado entregue fosse tecnicamente sólido e clinicamente relevante”, destaca a Dra. Karina Cardozo, líder científica sênior da área de P&D do Grupo Fleury.

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