Excedente

Em palestra na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, o diretor de Planejamento do BNDES, João Carlos Ferraz, afirmou que os R$ 143 bilhões destinados a financiamentos pelo banco ano passado geraram 4,35 milhões de empregos, entre vagas diretas e indiretas: “Foram 2,245 milhões de empregos diretos no total. Se incluídos os postos de trabalhos indiretos, os recursos emprestados pelo BNDES criaram 4,35 milhões de empregos no ano passado”, disse Ferraz.  
Ninguém ignora o papel do BNDES para o desenvolvimento do país nem para a criação de empregos, mas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, ano passado, o Brasil gerou 2.524.678 de vagas. Ou seja, mesmo se desconsiderados todos as outras formas de criaçao de postos de trabalho, tem-se um “excedente” de 1,8 milhão de empregos.

Padrão
Para exemplificar que notícia é apenas o fato extraordinário, jornalistas recorrem à comparação de que, se um cachorro morde um homem não há notícia, mas se este morde o primeiro, sim. Dentro desse modelo, no dia em que emplacar uma semana funcionando sem qualquer transtorno para seus usuários, o Metrô do Rio será credor de manchetes garrafais.

Padrão 2
O mesmo critério vale para a Light, que, sexta-feira, pela enésima vez, deixou moradores do Rio às escuras. Desta vez, pela explosão de um bueiro em Copacabana. Algum cliente da empresa acredita que será a última?

Contagem regressiva
No próximo dia 7 atinge-se a marca de 100 dias para os 5º Jogos Mundiais Militares, que acontecerão no Rio de Janeiro, de 16 a 24 de julho. É o primeiro dos mega eventos esportivos que o Brasil sediará até as Olimpíadas de 2016.

Não culpem o aquecimento
Em 2010, os custos com catástrofes totalizaram US$ 218 bilhões (ante US$ 68 bilhões em 2009), com 304 mil mortos, mostra estudo da resseguradora Swiss Re. Para a indústria de seguros, o custo foi de US$ 43 bilhões. Com a tsunami no Japão, os valores de 2011 devem superar com folga os do ano passado.

Boi piscina
Seguindo os maus passos da “pegada ecológica”, tenta-se inventar a “pegada hídrica”. Por este conceito, o Brasil seria um exportador de água, já que, para se produzir um quilo de carne de boi, seriam “gastos” 15,5 mil litros de água.
Como um litro de água equivale a aproximadamente um quilograma, dizer que um filé bem pesado tem 15,5 mil litros de água, antes de ser uma impossibilidade física, é uma bobagem completa. Se assim fosse, um boi de tamanho médio teria 7,7 milhões de litros, ou cinco vezes uma piscina olímpica.
Um boi, tal qual um ser humano, consome água e a devolve ao meio-ambiente, onde é reaproveitada pelas plantas, ou reciclada nos rios, e segue seu ciclo, sendo novamente utilizada pelos seres vivos. O ciclo hidrológico se repete há bilhões de anos na Terra, em que a quantidade do líquido é mais ou menos a mesma há centenas de milhões de anos.
O problema, portanto, é contaminar a água com poluentes, de forma que não possa ser reaproveitada. O resto é confusão de pseudo ecologistas, mais preocupados com o xixi e o pum dos bois do que com a melhora do saneamento, o que reduziria a poluição das águas.

Vida
A discussão sobre a falta de água no mundo no futuro bem próximo encobre uma pergunta fundamental: falta de água para quem? O consumo é extremamente desigual no planeta e, não por acaso, maior nos países ricos do que nos pobres. A desigual distribuição e o acesso a fontes de água são, sim, um problema real, mostrando que a discussão tem de mudar de eixo, de uma questão de mercado para o direito de todo ser humano.

Origem
Se o ministro da Fazenda, Guido Mantega, está, de fato, sendo “fritado” ou sendo alvo de uma campanha de mídia, uma coisa é certa: pelo que já mostrou, antes e depois de eleita, este não é o estilo da presidente Dilma Rousseff. Por isso, a fonte das notas “plantadas” contra Mantega na imprensa deve ser procurada em um ex-ocupante do cargo, que goza de larga simpatia dos barões da mídia tupiniquim e continua em ampla campanha de recuperação da imagem.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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