Exigências

“Ninguém está livre de corrupção. A diferença do PT é que nós temos uma exigência ética. Se há denúncia, tem de se apurar, porque a apuração é o atestado de idoneidade que queremos. E, se alguém envolvido for considerado culpado, pode ficar certo de que o PT tem regras rígidas para punir.” O autor do discurso é Luiz Inácio Lula da Silva, em 7 de agosto de 2002, em estilo bem mais direto do o comedido tom adotado no vaga discurso pronunciado sexta-feira.

A pé
No próximo dia 9, a Wilson King, tradicional concessionário da Volkswagen, na Zona Sul do Rio, fecha as suas portas. Os proprietários decidiram vender o ponto para os interessados em erguer um conjunto de prédios no amplo espaço. Como diria o ministro Antônio Palocci, o efeito colateral do negócio resultou em 112 trabalhadores desempregados.

Vôo cego
A promessa da Boeing de investir US$ 3 bilhões de dólares na Rússia, até 2010, nas indústrias aeronáutica e espacial está sendo encarada com ceticismo por analistas locais. Segundo o Ministério da Energia da Rússia, entre 1991 e 2005, a empresa norte-americana investiu US$ 2,3 bilhões no país, o que não diminuiu as desconfianças dos observadores: “Na realidade, eles desejam comprar o nosso titânio e não tencionam fazer investimentos em nenhum setor. Não será um investimento, mas sim o pagamento de compras, pois com o mesmo êxito a Europa poderia dizer que investiu bilhões de dólares na Rússia em troca do gás”, avalia Andrei Derkatch, vice-presidente do Banco NR.

Mito
“José Dirceu mentiu quando chamou Dilma Rousseff de minha companheira de armas, porque ele nunca passou perto de armas. A Dilma. sim; o Dirceu; não. Ele foi preso como estudante, saiu do país em troca de um sequestrado, voltou e ficou na clandestinidade, cuidando da vida dele, sem nenhuma atuação política clandestina.” A afirmação foi feita pelo ex-preso político Pinheiro Salles, em entrevista ao jornal Opção, de Goiás. Salles, que é um dos fundadores do PT, foi preso e torturado durante a ditadura militar por participar da luta armada.

Quarto de século
Para o presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Sidney Pascoutto, dizer que a crise política pode contaminar a economia é desconhecer a história recente do país. “A verdade é que a crise econômica já se arrasta há um quarto de século, apenas o governo Lula não quis enfrentar ou romper com essas vulnerabilidades, preferindo dar continuidade à política econômica anterior, de FHC, o que só fez aprofundar a crise”. Pascoutto afirma, ainda, que os movimentos sociais têm procurado manter uma postura solidária ao governo apenas em razão do histórico do presidente Lula. “Mas a frustração é grande e os espaços de interlocução estão muito próximos do esgotamento”.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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