Explosão na imagem da Petrobras

Imagem da Petrobras é prejudicada pela explosão de um caminhão que tem a marca da estatal, mas é da Vibra

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Caminhão-tanque da Vibra com marca da Petrobras (foto reprodução redes)

A explosão de um caminhão-tanque em Vila Isabel, Zona Norte do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira de manhã, por sorte, não causou vítimas. Mas, além dos danos materiais, abalou também a imagem da Petrobras, pois o veículo carrega a marca BR Petrobras, apesar de a BR Distribuidora ter sido privatizada na gestão Guedes–Bolsonaro e hoje se chamar Vibra.

O acidente mostra que os prejuízos com a privatização são amplos. A Petrobras abandonou a presença na distribuição de combustíveis, fato sem paralelo entre as grandes petroleiras mundiais, concorrentes da brasileira. Para piorar, cedeu a marca à Vibra, o que confunde o motorista, que pensa estar abastecendo em posto da companhia que está no coração de todo brasileiro. Até 2029, a empresa privada tem direito a usar a marca.

Nos vídeos postados nesta sexta nas redes sociais e mesmo nas matérias da imprensa, todos falavam em “acidente com caminhão-tanque da Petrobras”. O débito deveria ir para a conta dos “sábios” da privatização.

Preço do arroz em queda

Após a forte alta em maio, logo após as enchentes que destruíram boa parte do Rio Grande do Sul, os preços do arroz entraram em queda. Dados da Cepea mostram que o arroz em casca acumula baixa de 5,86% em junho.

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Outros produtos, como milho, também tiveram redução nos preços. A carne bovina ensaia movimento de alta, após queda ao longo do mês.

Notícias sobre explosão de preços por causa da alta do dólar só servem para criar uma atmosfera negativa para o governo. Fake news.

Levinas: democracias perderam

O jornal La Stampa perguntou ao filósofo Emmanuel Levinas, pouco antes de sua morte, em 1995, se pensava que a queda do regime soviético havia sido uma grande vitória para a democracia. O filósofo francês respondeu:

“Não, penso que as democracias perderam e muito. Apesar de todos seus horrores, seus excessos, o comunismo havia sempre representado a esperança […] de uma ordem social mais equitativa. Não é que os comunistas tivessem uma solução ou estivessem preparando uma, ao contrário. Existia, no entanto, a ideia de que a História possuía um sentido, uma direção e que viver não era insensato, absurdo. […]. Não creio que haver perdido essa ideia para sempre seja uma grande conquista espiritual.[…] Acreditávamos saber para onde ia a História e que valor dar ao tempo. Agora, caminhamos sem rumo, perguntando-nos a cada instante: ‘Que horas são?’ De maneira fatalista, um pouco como se faz o tempo todo na Rússia: ‘Que horas são?’ Ninguém sabe a resposta.”

A citação está no artigo “Um futuro pior que o passado?”, do diplomata Rubens Ricupero.

Rápidas

O livro Da posse dos interditos da usucapião,de Rogério Ribeiro Domingues,será lançado na Biblioteca do IAB, no Centro do Rio, nesta segunda-feira, 18h às 21h *** O próximo painel online e gratuito da Escola de Negócios da PUC Rio terá como tema “Paris 2024: Os Jogos Olímpicos da Igualdade de Gênero. Desafios e Obstáculos das Mulheres nas Olimpíadas da Era Moderna”, com a ex-atleta Julia Silva, gestora esportiva do Comitê Olímpico do Brasil. Será nesta quarta-feira, 19h. Inscrição aqui.

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