Exportação brasileira de frango cresceu 11% em agosto

Vendas internacionais da carne aumentaram em volume, mas recuaram em receita no mês passado, diz associação do setor.

Informática / 16:26 - 9 de set de 2020

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A exportação brasileira de carne de frango cresceu 11,3% em volume no mês de agosto sobre o mesmo mês de 2019, somando 362,4 mil toneladas entre produtos in natura e processados, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em receita, porém, houve queda de 10% no período, para US$ 497,8 milhões.

A Arábia Saudita aumentou suas compras em 24% em agosto, com 46,7 mil toneladas compradas. Os Emirados Árabes Unidos aumentaram suas importações também em 24%, chegando a 25,8 mil toneladas no mês. A China comprou 46% mais, com 54,7 mil toneladas no mês, e a Coreia do Sul aumentou as importações em 25%, com total de 14,2 mil toneladas. A China foi a maior compradora, seguida da Arábia Saudita.

De janeiro a agosto, as exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 2,833 milhões de toneladas, volume 1,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em receita, houve retração de 11,3%, com US$ 4,14 bilhões.

A balança comercial brasileira fechou a primeira semana de setembro com superávit de US$ 1,795 bilhão e corrente de comércio de US$ 6,458 bilhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex/ME), divulgados ontem. As exportações chegaram a US$ 4,127 bilhões e as importações, a US$ 2,332 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 142,447 bilhões e as importações, US$ 104,372 bilhões, com saldo positivo de US$ 38,076 bilhões e corrente de comércio de US$ 246,819 bilhões.

Nas exportações, comparadas as médias até a primeira semana de setembro de 2020 (US$ 1,031 bilhão) com as de setembro de 2019 (US$ 966,59 milhões), houve crescimento de 6,7%. Já as importações tiveram queda de 25,8%, na mesma comparação: US$ 582,95 milhões agora contra US$ 785,48 milhões em setembro do ano passado.

Assim, até a primeira semana deste mês, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 1,615 bilhão e o saldo, também por média diária, foi de US$ 448,69 milhões. Comparando-se este período com a média de setembro de 2019, houve queda de 7,8% na corrente de comércio.

No acumulado até a primeira semana de setembro, em relação à média diária do mesmo mês do ano anterior, as exportações tiveram crescimento de US$ 23,01 milhões (+13,6%) em agropecuária e de US$ 91,03 milhões (+42,7%) em indústria extrativa, mas recuaram US$ 46,22 milhões (-8%) em produtos da indústria de transformação.

Esta combinação levou a um aumento no total das exportações, destacando-se o crescimento nas vendas de produtos agropecuários como milho não moído, exceto milho doce (+58,3%), café não torrado (+17,3%), produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (+150,5%), madeira em bruto (+105,5%) e tabaco em bruto (+82%).

Na indústria extrativa, as principais altas foram de minério de ferro e seus concentrados (+50,8%), óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+26,3%), minérios de cobre e seus concentrados (+149,4%), outros minérios e concentrados dos metais de base (+133,4%) e pedra, areia e cascalho (+40,9%).

As exportações acumuladas até a primeira semana de setembro, comparadas à medida diária de setembro de 2019, diminuíram US$ 3,41 milhões (-21,6%) em agropecuária; US$ 23,96 milhões (-65,4%) em indústria extrativa e US$ 174,98 milhões (-23,9%) em produtos da indústria de transformação.

No setor agropecuário, essa queda nas importações foi puxada, principalmente, pela diminuição em pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (-76,7%), trigo e centeio, não moídos (-24,2%), látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-59,8%), cacau em bruto ou torrado (-100%) e cevada, não moída (-98,7%).

Na indústria extrativa, o impacto maior foi de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-100%), gás natural, liquefeito ou não (-100%), carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-10,3%), outros minérios e concentrados dos metais de base (-49,5%) e outros minerais em bruto (-30,7%).

Já a indústria de transformação teve redução nas importações de plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (-98%), óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (-65,6%), obras de ferro ou aço e outros artigos de metais comuns (-64%), torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes para canalizações, caldeiras, reservatórios, cubas e outros recipientes (-60,8%) e adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (-18,1%).

 

Com informações da Agência de Notícias Brasil-Árabe

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