Exportadores de commodities perdem com mudança do perfil da China

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Extração de minério (Foto: divulgação)
Extração de minério (Foto: divulgação)

A mudança no desenvolvimento da China, menos dependente de investimentos em infraestrutura liderados pelo Estado do que há uma década, afetará os países da América Latina, que têm no país asiático um de seus maiores parceiros.

“No geral, esperamos que o reequilíbrio da China seja positivo para a região, mas o impacto será diferente para exportadores de commodities e não commodities”, afirma os economistas do FMI Ding Ding e Rui Mano. A demanda chinesa por materiais se estabilizou. O crescimento anual das exportações de materiais da América Latina para a China, embora ainda positivo, é o menor de todos os tempos.

“Assim que a economia da China se reequilibrar, esperamos uma queda média no nível geral do PIB de 0,1 ponto percentual nos exportadores de commodities. Os países que exportam petróleo ou minerais como metais terão pior situação. Na Bolívia, Suriname e Venezuela, por exemplo, o PIB pode cair mais de 1 ponto percentual, em função do impacto no setor extrativo”, afirma no texto “O que o reequilíbrio da China significa para a América Latina”.

Os exportadores de produtos que não commodities provavelmente se beneficiarão. A mudança da China para a manufatura de alta tecnologia abre a porta para México, Argentina, Uruguai e países da América Central – que atualmente têm alguma vantagem comparativa nos setores de produção de bens, como eletrônicos, produtos químicos e têxteis – para preencher a lacuna criada pela retirada da China desses setores.

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Oportunidades adicionais residem nas exportações de serviços para a China, particularmente turismo, transporte e comunicações, afirmam Ding e Mano.

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