Exportações das cooperativas têm crescimento de 36,7%

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O saldo da balança comercial das cooperativas, de janeiro a novembro de 2011, alcançou um superávit de US$ 5,329 bilhões. O resultado é recorde para o período e representa 37,2% mais que nos primeiros onze meses de 2010 (US$ 3,884 bilhões). As cooperativas brasileiras que venderam produtos para o mercado externo, entre janeiro e novembro de 2011, atingiram o maior volume de exportações já registrado pelo setor desde 2005, quando teve início a série histórica. Nos onze meses deste ano, as vendas externas das cooperativas totalizaram US$ 5,651 bilhões, um crescimento de 36,7% sobre igual período de 2010.
Entre os principais produtos exportados pelas cooperativas, de janeiro a novembro deste ano, destacam-se o açúcar refinado (US$ 949,1 milhões); o café em grãos (US$ 740,3 milhões); a soja em grãos (US$ 691,3 milhões); e o açúcar em bruto (US$ 656 milhões, 11,6%). Já os principais produtos importados pelas cooperativas, nos onze meses de 2011, foram: cloretos de potássio (US$ 51,5 milhões); diidrogeno-ortofosfato de amônio (US$ 27 milhões, 8,4%); ureia com teor de nitrogênio (US$ 26,7 milhões, 8,3%); cevada cervejeira (US$ 23,8 milhões, 7,4%); e malte não torrado (US$ 18 milhões, 5,6%);

Argentina mantém barreira
O levantamento feito pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) nesta sexta-feira, junto aos associados indicou que nenhum par de calçado foi liberado na semana. Continuam à espera da liberação das licenças não-automáticas 1.949.362 pares de calçados, o que significa US$ 22 milhões. “Há licenças pendentes desde abril deste ano”, aponta Heitor Klein, diretor-executivo da Abicalçados.
A falta de movimentação das licenças pode ser creditada à decisão do governo argentino de pressionar as empresas brasileiras a instalar unidades de produção no País vizinho para estimular a geração de empregos. “Enquanto isto, as exportadoras nacionais absorvem o prejuízo com a imagem e com a falta de novos negócios”, lamenta o executivo.

BNDES financia exportações
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Latinoamericano de Comercio Exterior (Bladex) firmaram contrato de financiamento a exportações brasileiras de máquinas e equipamentos para países da América Latina e do Caribe. O financiamento será feito através de nova modalidade de apoio: o BNDES Exim Automático. Foi estabelecida uma linha de crédito no valor equivalente a até US$ 50 milhões. O Bladex atuará por intermédio de sua sede no Panamá e poderá financiar importadores de maquinários brasileiros, cobrindo mais de 20 países latino-americanos e caribenhos.

Relações com União Européia
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, alerta que, embora as relações comerciais entre o Brasil e a União Européia não sejam novas, o fluxo de comércio é muito baixo, cerca de 1%. “O fluxo comercial europeu, isto é, tudo que eles importam e exportam, gira em torno de US$ 8 trilhões. Já o nosso fluxo [Brasil-União Européia] é de US$ 80 bilhões. Ou seja, temos muito o que crescer nessa balança”, declarou.

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Mercosul e Palestina assinam acordo
Mercosul e Palestina prometem firmar nesta terça-feira um acordo de livre comércio. A parceria deve ser assinada durante a cúpula do bloco sul-americano em Montevidéu, no Uruguai, pelos chefes de estado do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, e pelos ministros palestinos da Economia, Hassan Abu-Libdeh, e das Relações Exteriores, Ryad Al-Malki.

Receita fecha o cerco
A Receita Federal confirmou o início da Operação Passos Largos para combater a importação irregular de calçados. Operações parecidas estão sendo planejadas para os setores ótico, de pneus e de brinquedos, considerados problemáticos pelo Fisco e por fabricantes nacionais.

A liderança de Angra dos Reis
De janeiro a novembro de 2011, 2.373 municípios brasileiros realizaram operações de comércio exterior. Angra dos Reis (RJ) foi o município que registrou a maior exportação no período (US$ 12,78 bilhões). Na sequência os que mais exportaram, entre janeiro e novembro deste ano, aparecem: Parauapebas (PA, com US$ 10,933 bilhões), São Paulo (US$ 8,15 bilhões), Rio de Janeiro (US$ 5,926 bilhão) e Santos (SP, US$ 4,861 bilhões).

Decom com protocolo próprio
O Departamento de Defesa Comercial (Decom) da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) passa a ter, a partir desta segunda-feira (19/12), um protocolo próprio para atendimento ao público:
Protocolo Setorial e Arquivo do Departamento de Defesa Comercial (Decom)
Edifício-Sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic)
Esplanada dos Ministérios, Bloco J, sobreloja, sala 103-B
CEP: 70.053-900
Brasília, Distrito Federal, Brasil
Telefone: (61) 2027-7435

Antonio Pietrobelli
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