Exposição

Além de legalidade duvidosa, a proposta da concessionária do Metrô do Rio – que acabou vetada pelo governador Sérgio Cabral – de vender nomes para empresas que queiram batizar estações embute um risco de mercado. Com o padrão de qualidade oferecida pela concessionária que, desde a privatização, inferniza a vida do carioca, qual empresa gostaria de associar sua marca à do metrô? Já dá para imaginar como seria um viral do tipo “estou preso há duas horas num vagão sem ar-condicionado e lotado na Estação Empresa X Central do Brasil”.

Testemunhas
A média de público do Campeonato Paulista cresceu 9,43% em 2013, mas continua abaixo de 6 mil (5.743). Já a média nos clássicos caiu 20% (19.385 pagantes). O total de público nas competições do primeiro turno ficou em 1.091.117. Os dados fazem parte do estudo “Análise de Público e Renda do Campeonato Paulista 2013 – 1ª fase”, realizado pelo consultor da Trevisan Gestão do Esporte Bruno Luiz Cosenza.
O Corinthians reuniu a maior média (22.645 pagantes por jogo), mais do que o dobro do São Paulo, que aparece em segundo lugar. Segundo Cosenza, o resultado deve-se à boa fase do time, mas também ao sistema de sócio-torcedor implantado pelo clube.
No interior o destaque foi o São Bernardo, com média de 10.009 pagantes. “O clube apresentou resultado muito acima dos padrões do interior, devido às parcerias que realizou com empresários da cidade”, explica o consultor.

Goleada na inflação
O custo médio por jogo no Paulistão subiu 7,8%, para R$ 66 mil, e o preço médio do ingresso aumentou quase o dobro, 13,3% – de R$ 26,39, em 2012, para R$ 29,99, segundo a pesquisa da Trevisan Gestão do Esporte. Na primeira fase do campeonato, a renda bruta por jogo ficou em R$ 137.262,68 (alta de 12,9% sobre o ano passado), enquanto a líquida ficou em R$ 75.811,68 (alta de 10,8%).

Vítimas em duas rodas
Em 2011, nos Estados Unidos, 677 ciclistas foram mortos e 48 mil ficaram feridos em acidentes de bicicletas no trânsito. Essas mortes – 70% em áreas urbanas – representaram 2% de todas as ocorridas no trânsito. Atualmente, aproximadamente, há quase 60 milhões de ciclistas nos EUA, para uma população de um pouco mais de 300 milhões. Nos últimos anos, tem havido aumento constante na média de idade dos ciclistas mortos (de 36 anos, em 2002, para 43 anos em 2011), segundo dados do Departamento de Transportes dos EUA.
Não há estatística semelhante no Brasil. Dados do Estado de São Paulo, porém, podem ser usados como referência: em 2011, a média de mortes de ciclistas naquele estado somou 4,1/milhão de pessoas, ante uma taxa média de 2,1 mortes/milhão nos EUA. Em média, o número de mortes na capital paulista era de 2,1 por milhão, ou seja, dobrou até 2011.

Perspectiva ruim
Essas informações são muito piores do que parecem, analisa o economista Francisco Galiza: “Nos países mais desenvolvidos a quantidade relativa de pessoas que andam de bicicletas é muito maior (em alguns casos, cerca de 20% da população total). Já, no Brasil, estimativas indicam que esse número é, em média, de menos de 10% de população total. Ou seja, se mais pessoas passarem a andar de bicicleta no país, tendência natural por diversos aspectos (trânsito, ecológicos, saúde etc.), esses indicadores desfavoráveis devem aumentar”, lamenta.

Debandada
As chegadas a Espanha de passageiros que voam por companhias de baixo custo procedentes de Portugal caíram quase 25% no primeiro quadrimestre do ano. O movimento é o inverso do que aconteceu com a totalidade das outras rotas dessas companhias para o país vizinho, que, no mesmo período, cresceram 1,1%, de acordo com os dados publicados hoje pelo Instituto Estudios Turísticos (IET). Para analistas do setor, com ambos os países em recessão, a ligação aérea entre eles deixou de ser atraente as empresas de baixo custo, que, com estruturas mais enxutas, têm mais agilidade para transferir suas operações para outros mercados.
 

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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