Exterior abre em alta e futuros no Brasil operam com cautela

As principais Bolsas europeias fecharam o pregão de ontem sem direção única. Os balanços e os indicadores econômicos positivos dos EUA, a maior economia do planeta, foram variáveis positivas. Todavia, a Agência Europeia de Medicamentos não levou boas notícias aos mercados, evidenciando complicações em relação às vacinas da Johnson & Johnson e da AstraZeneca. Londres teve alta de 0,63%. Frankfurt subiu 0,30% e Paris, teve elevação de 0,41%. Milão cedeu 0,19%. Madri e Lisboa tiveram quedas de 0,20% e 0,83%, respectivamente.

O Ibovespa teve alta de 0,34%, a 120.700,67 pontos. O mercado brasileiro seguiu os ganhos de Nova Iorque. Os limitadores continuaram a ser as questões fiscais e as questões políticas.

Nos EUA, as Bolsas fecharam em alta, sendo impulsionadas pelos dados positivos de vendas no varejo e queda no rendimento dos títulos. O Dow Jones teve alta de 0,90%. O S&P 500 e a Nasdaq tiveram avanços de 1,11% e 1,31%, respectivamente.

Os principais mercados asiáticos fecharam em alta. O avanço do PIB trimestral da China, atingindo recorde com o crescimento de 18,3%, contribuiu para o bom desempenho dos mercados. Em Tóquio, o Nikkei avançou 0,14%. Na Coreia do Sul, o Kospi se valorizou em 0,13%. Hong Kong subiu 0,61%, Taiwan teve ganhos de 0,48%. Na China continental, Xangai e Shenzhen tiveram elevações de 0,80% e 0,40%, respectivamente.

Hoje, os mercados globais abrem em alta, conforme os balanços de grandes empresas são divulgados nos EUA e os números da China evidenciam recuperação.

No Brasil, os futuros operam com cautela. A negociação em torno da aprovação do Orçamento continua e, além de trazer incertezas do lado fiscal, gera ruídos políticos, podendo colocar o presidente Jair Bolsonaro contra o Congresso.

No STF, houve confirmação da decisão do ministro Edson Fachin, tornando o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva elegível no pleito presidencial de 2022.

O BC fará a oferta de 15 mil contatos de swap a partir das 11h30.

Na Europa, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) amplo de março teve avanço de 1,3% ao ano e de 0,9% ao mês. O núcleo do indicador alcançou elevação de 1,0% ao ano e de 0,9% ao mês. Nas duas modalidades analisadas, o índice ficou dentro das expectativas do mercado.

Nos EUA serão divulgados os dados relacionados ao setor de construção, com expectativa de 1,750 mil licenças ante 1,720 mil em fevereiro. A construção de novas casas em março tem expectativa de 1,613 mil, ante 1,421 mil em fevereiro. Em Michigan, será divulgado o índice de confiança do consumidor, saindo de 79,7 pontos para 83,6 pontos, se as projeções do mercado se concluírem. A percepção do consumidor tem tendência de sair de 84,9 pontos para 89,6 pontos. Em relação ao índice de condições atuais, há expectativa de alta de 96,3 pontos, ante 93 pontos. No setor de petróleo, também será divulgada a contagem de sondas da Baker Hughes.

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Matheus Jaconeli

Economista da Nova Futura Investimentos

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