Exterior abre positivo e Copom no radar interno

Após os mercados fora dos EUA começarem operando em alta, a Covid-19 acabou ofuscando a fala da secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, fazendo com que os mercados brasileiro e europeu fechassem em queda.

As Bolsas na Europa fecharam majoritariamente em queda. A crise política na Itália e os receios quanto ao aumento dos números da Covid-19, fazendo países como a Alemanha e Reino Unido ampliarem o tempo do isolamento social, para conter o avanço da doença. Tais problemas acabaram por ofuscar os sinais positivos oriundos dos EUA. Londres perdeu 0,11%. Frankfurt caiu 0,24%. Paris teve retração de 0,33%. Milão teve queda de 0,25% e Madri recuou 0,67%.

Apesar dos receios quanto ao avanço da Covid-19, a fala de Yellen em relação ao apoio do pacote de estímulos nos EUA animou a ponta compradora do mercado de petróleo. O WTI teve alta de 1,18%, a US$ 52,98, e Brent teve elevação de 2,10%, a US$ 55,90.

Nova Iorque, ao contrário dos seus demais pares, fecharam o pregão em alta mediante à fala de Yellen em relação às prioridades com as quais ela se comprometerá com o pacote fiscal e à véspera da posse do presidente eleito Joe Biden, que acontece hoje (20). O Dow Jones teve alta de 0,38%. O S&P 500 e a Nasdaq ganharam 0,81% e 1,53%, respectivamente.

No Brasil, o principal índice da B3 fechou em queda, mediante os riscos em torno do avanço da Covid-19, apesar do início da vacinação. A queda se deve aos temores em torno da possibilidade de mais gastos destinados ao auxílio emergencial, a depender da situação da Covid-19 no país. O Ibovespa teve perda de 0,50%. a 120.636,39. e o dólar fechou com alta de 0,77%, a US$ 5,35.

Na Ásia, as Bolsas fecharam sem sinal único. Um dos destaques da sessão foi uma mensagem de Jack Ma, fundador do grupo Ant, em uma conferência voltada à filantropia. Na China continental, Xangai e Shenzhen tiveram alta de 0,47% e 1,43%, respectivamente. Hong Kong registrou avanço de 1,08% e Taiwan teve recuo de 0,45%. Na Coreia do Sul, o mercado teve alta de 0,71%, enquanto Tóquio teve queda de 0,38%.

Para hoje, os mercados estão abriram majoritariamente em alta, com as expectativas de medidas que podem ser tomadas após a posse do presidente democrata.

No Brasil, os agentes ficarão de olho no Copom e no avanço das questões que envolvem a Covid-19 dentro do país, ainda gerando risco e fazendo o mini índice abrir em leve queda.

Na Europa, começando pela evolução dos preços sob a ótica dos consumidores, os números são divulgados para o Reino Unido e Zona do Euro. Os agentes já esperavam que os preços tivessem leve valorização. A expectativa para o IPC do Reino Unido era de 0,5% ao ano e de 0,2% ao mês. Para a Zona do Euro, é esperado deflação de -0,3% ao ano e de avanço na mesma proporção ao mês. Os números divulgados pela Escritório de Estatísticas do Reino Unido e da Eurostat foram de 0,6% ao ano e manutenção da deflação de -0,3%, respectivamente. Ao mês, o IPC teve avanço de 0,3% para Zona do Euro e para o Reino Unido.

Quanto ao Índice de Preços ao Produtor (IPP), serão divulgados os números da Alemanha. O indicador tinha expectativa de 0,3% ao mês. O número divulgado ficou acima das expectativas chegando a 0,8%. Ao ano, houve elevação de 0,2% superando as perspectivas de queda de 0,3%.

Nos EUA, não haverá muitos dados importantes de atividade econômica. Todavia, há um evento importante para o mercado que é a posse de Joe Biden. Com a Guarda Nacional nas ruas e toque de recolher em Washington e até um muro em torno do capitólio devido ao temor de que um acontecimento análogo ao dia 06 de janeiro se repita.

Também haverá os dados semanais referentes à produção de petróleo nos EUA por parte do setor privado pela API.

No Brasil, ao fim da Reunião do Copom, será divulgada o comentário à imprensa por parte da autoridade monetária do Brasil. A expectativa do mercado é de que os formuladores de política monetária estejam preocupados com a condição fiscal do país, que podem se deteriorar conforme o aumento do número de casos de Covid-19, podendo ocasionar a manutenção de auxílios por parte do governo, a exemplo do que tem ocorrido em Manaus.

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