Falas de dirigentes do BC são o foco das atenções do mercado hoje

Temporada de balanços nos EUA é aguardado por investidores ao redor do mundo.

Nesta terça-feira o mercado volta suas atenções para votação do parecer sobre a PEC dos Precatórios, bem como a participação de dirigentes do Banco Central em eventos e o leilão de venda à vista de dólares. O mercado, no entanto, deve reagir negativamente à possibilidade de extensão do auxílio emergencial e de que parte do valor repassado aos beneficiários não entrariam no teto de gastos. O Banco Central anunciou ontem o leilão à vista de dólares, em cenário de preocupação com as contas públicas, o que surpreendeu os investidores. Essa medida tem como objetivo reduzir a pressão do dólar, porém não é esperado que seja eliminada. A preocupação relacionada ao andamento das reformas também deve prejudicar os juros futuros, ao passo que a alta em Nova Iorque pode dar estimula para nossa Bolsa, que aguarda dados da Vale. O contrato futuro de índice Bovespa com vencimento para dezembro de 2021 era negociado em queda de 1,18% às 9h09 desta manhã, enquanto o dólar comercial negociava em alta de 0,74% neste mesmo horário.

No cenário internacional temos os índices futuros de Nova Iorque operando no positivo nesta manhã, com investidores esperando por dados de grandes empresas americanas. Às 7h31, no mercado futuro, o Dow Jones subia 0,37%, o S&P 500 avançava 0,42% e o Nasdaq se valorizava 0,34%. O juro da T-note de 2 anos estava em 0,399% (de 0,419% da tarde de ontem) e o da T-note de 10 anos tinha taxa de 1,590%, ante 1,583% da tarde de ontem, enquanto o do T-bond de 30 anos estava em 2,041%, após 2,021% da véspera. O DXY caía 0,44%, a 93,539 pontos, após subir 0,02% hoje, aos 93,953 pontos ontem. A espera por balanços de empresas americanas também acontece na Europa, onde as principais Bolsas operam próximas à estabilidade. Contudo o investidor europeu também aguarda possíveis comentários sobre perspectiva econômica e política monetária do Banco Central Europeu (BCE), do Banco da Inglaterra (BoE) e do Federal Reserve. Às 7h31, Londres subia 0,07%, Paris cedia 0,06% e Frankfurt tinha alta de 0,05%. O euro era negociado a US$ 1,1664, ante US$ 1,1613 da tarde de ontem. A libra estava em US$ 1,3829, após US$ 1,3730 da véspera. Na Ásia, o setor de tecnologia foi destaque nos negócios, puxando as principais Bolsas para fechamento em alta. As ações deste setor seguiram o otimismo de Nasdaq com a divulgação de balanços corporativos de empresas americanas. O índice Nikkei subiu 0,65% em Tóquio, enquanto o Hang Seng avançou 1,49% em Hong Kong e o Kospi se valorizou 0,74% em Seul. Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,70% e o menos abrangente Shenzhen Composto teve avanço de 0,86%. Na Oceania, a Bolsa australiana caiu, com o S&P/ASX 200 fechando em baixa de 0,08% em Sydney. Às 7h29, o dólar valia 93,538, ante 132,75 ienes da tarde de ontem. Os sinais de desaceleração econômica da China e dos EUA derrubaram o petróleo no dia de ontem, contudo hoje os contratos futuros estão sendo negociados em alta, revertendo as perdas. Às 7h30, o barril do petróleo WTI para dezembro subia 0,87% na Nymex, a US$ 82,56, enquanto o do Brent para o mesmo mês avançava 0,53% na ICE, a US$ 84,86.

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Yuri Pasini

Trader Mesa Câmbio do Travelex Bank

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