A dinâmica dos supermercados brasileiros deve passar por uma transformação relevante. Sancionada recentemente, a Lei nº 15.357/2026 autoriza a instalação de farmácias completas dentro desses estabelecimentos — incluindo a venda de medicamentos sob prescrição —, desde que cumpridas as exigências sanitárias e técnicas vigentes. A medida abre caminho para um novo modelo de consumo, que integra serviços essenciais em um único espaço e tende a impactar tanto o varejo farmacêutico.
Segundo Ariane Bete, diretora comercial da DM, grupo de serviços financeiros especializado em gestão de crédito, a nova lei deve trazer oportunidades de negócios para os varejistas. “Isso traz uma comodidade maior para o consumidor, que pagará pelas aquisições da farmácia diretamente no caixa do supermercado, com muito mais conveniência. A possibilidade de comprar alimentos, itens de higiene e medicamentos no mesmo lugar economiza tempo, reduz deslocamentos e simplifica a rotina”.
Outro ponto importante é o impacto no bolso. “A maior concorrência pode contribuir para preços mais competitivos e promoções integradas, beneficiando quem compra com frequência”, completa a executiva. E a presença de farmácias em supermercados tende a ampliar o acesso à saúde, principalmente em cidades menores ou com mobilidade reduzida.
Para os varejistas, a entrada das farmácias completas representa uma oportunidade de diversificação de receita, aumento do fluxo de clientes e fortalecimento do relacionamento com quem já frequenta o local. “Ao integrar o setor farmacêutico à operação, o supermercado amplia o tempo de permanência do cliente na loja e aumenta as chances de compras adicionais. É uma estratégia que une conveniência e eficiência operacional, sem deixar de lado o cumprimento das normas regulatórias”, afirma Ariane Bete.
Para que um supermercado inicie a operação de farmácia em seu estabelecimento, é necessário seguir as normas do setor farmacêutico, dentre elas: controle de medicamentos; estrutura física adequada; e presença permanente de um profissional farmacêutico.
Com essa nova dinâmica, supermercados que operam com DM Cartão de Loja têm a chance de oferecer uma experiência de compra ainda melhor para os clientes. “Se a farmácia estiver integrada ao sistema de pagamento, o cliente poderá comprar medicamentos utilizando o mesmo crédito que já tem disponível no cartão do supermercado, com a possibilidade parcelar as compras sem a necessidade de um novo meio de pagamento. Portanto, supermercados que oferecem cartões de loja próprios (private label) têm ainda a vantagem de incluir mais uma forma de ampliar a fidelização e a recorrência de compra dos clientes”, finaliza Ariane Bete.
















