Farmácias: faturamento cresceu 11,16% nos últimos 12 meses

Vermífugos e antiparasitários, adquiridos em massa durante a pandemia, tiveram a primeira queda em dois meses.

Com um crescimento do faturamento de 11,16% no período de 12 meses, encerrado em julho, comparando com o mesmo período do ano anterior, o mercado farmacêutico se mostrou um dos mais resistentes no período de crise. Entretanto a situação atípica também trouxe algumas mudanças na ida a esses estabelecimentos, fortalecendo principalmente as lojas que se encontram em bairros.

Os dados mostram que as farmácias que mais cresceram no período foram as associadas à Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), que cresceram 19,9% no referido período, seguido de outras redes associativistas e franquias que cresceram 14,7%; as independentes que cresceram 14,5; as grandes redes corporativas (Abrafarma) com crescimento de 9,3, e demais redes corporativas que cresceram 3,8%.

O constate crescimento acima da média da Febrafar é constatado na análise do crescimento do grupo de 2016 para cá, sendo que cresceu 81,1%, outras redes associativistas e franquias que cresceram 55,6%, já as redes corporativas cresceram 35,7% e as independentes 26,2%. O mercado ao todo cresceu 37,9%.

Outro estudo, realizado pela Linx, especialista em tecnologias para o varejo, em parceria com o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontou que após dois meses de forte alta, as vendas dos medicamentos antiparasitários e anti-helmínticos, como a Ivermectina, registraram queda no mês de agosto. Segundo o levantamento, a quantidade do medicamento vendida caiu 78,5% em relação a julho deste mesmo ano.

De acordo com a análise, a queda nas vendas ocorreu no mesmo período em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização do medicamento sem prescrição médica. Apesar da falta de comprovação científica, o remédio foi alvo de uma intensa busca por ser considerado "preventivo" contra o novo coronavírus e viu seu crescimento disparar. Em junho, as vendas haviam subido 235% em relação ao mês de maio, e em julho, 54% em relação ao mês anterior.

A classe mais vendida em agosto, com 13,7% de representatividade no volume total, foi a de antirreumáticos, como a Hidroxicloroquina, e anti-inflamatórios não esteroidais, como o Ibuprofeno. Esses medicamentos reassumiram a liderança dos mais vendidos, já que no mês anterior figuravam em segundo lugar. A segunda posição em vendas do mês ficou com os analgésicos e antipiréticos, como Dipirona sódica e Paracetamol, com 12% de vendas. Fecham o top 3, com 11%, os contraceptivos hormonais.

Os paulistas continuam sendo os que mais compraram em farmácias, com 34,8% de importância relativa em faturamento nacional, seguido pelo Rio de Janeiro, com 11%; Minas Gerais, com 9,5%; Rio Grande do Sul, com 7%; e Paraná, com 6,9%. Os medicamentos do tipo genérico foram os mais vendidos, com pouco mais de 30% do total, mesmo número em relação ao mês de agosto de 2019.

O tíquete médio nacional em agosto de 2020 ficou na faixa de R$ 45, um crescimento de 21% em relação ao mesmo mês no ano anterior. O estado de maior valor médio foi Rondônia, com mais de R$ 60, seguido do Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso.

Os dados foram obtidos a partir da análise de mais de 120 milhões de produtos farmacêuticos, sendo mais de 56 milhões de notas de compra, comparando os três últimos meses de agosto.

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