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sexta-feira, janeiro 15, 2021

Fato relevante

A falência da Telesp Celular foi requerida pela empresa Imagexpress Artes Gráficas Ltda devido a um título protestado no valor de R$ 2.100. Como a operadora é controlada pela Telesp Celular Participações S/A, de capital aberto e com ações na Bovespa, teve que comunicar o fato à bolsa paulista. A Telesp confirma o pedido de falência, mas diz que “o valor do título protestado é imaterial e irrelevante comparado com o patrimônio líquido da operadora, de R$ 3,27 bilhões, e com o volume das suas receitas líquidas, que ascenderam a R$ 3,39 bilhões, dados de dezembro de 2002”.  A empresa continua, afirmando que estará tomando “todas as providências visando à extinção do referido processo”. Mas não explica por que não pagou a fatura, nem diz se reconhece a dívida.

Dívida
O governo deveria aproveitar a queda do dólar e da inflação para elevar a participação dos títulos prefixados na dívida pública (hoje não chega a 2% e em 1997 era de 30%), ao mesmo tempo em que é interessante diminuir a rolagem das dívidas e dos swaps cambiais sob pena de se valorizar desnecessariamente a taxa real de câmbio, prejudicando o ajuste das contas externas. A opinião é de Luiz Rabi, economista-chefe do Bicbanco.
Segundo o relatório fiscal de fevereiro divulgado recentemente pelo BC, 33% da dívida mobiliária federal está exposta à variação cambial (incluem-se aí as operações de swap) e 52% está atrelada à Taxa Selic (LFT mais operações do mercado aberto). “Isto, em termos de dívida pública, é o pior dos mundos. Os passivos em Selic retiram eficácia da política monetária por não produzirem o efeito riqueza negativo (fenômeno que ocorre com os papéis prefixados) quando o BC eleva as taxas de juros”, reclama.
Se os títulos prefixados forem vendidos com juros no patamar atual e acreditando-se na promessa do governo de começar a reduzir as taxas “em breve”, as instituições financeiras garantiriam seus gordos lucros por mais um tempo.

Reformas
O Banco BVA vai apresentar na próxima quarta-feira a palestra do cientista político Christopher Garman. Será na nova sede do banco, na Avenida Almirante Barroso (Centro – RJ), a partir das 18h. O tema é o “Poder decisório do PT – o que podemos esperar das reformas”.

Economia real
O setor de infra-estrutura ficou estagnado ano passado e todos os indicadores apontam para uma crescente perda de consistência do mercado, segundo a Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib). Para 2003, a Abdib prevê retração do segmento. O levantamento da entidade, que será divulgado oficialmente hoje, inclui faturamento, exportações, importações, empregos, investimentos, volume de pedidos e nível de utilização da capacidade instalada do segmento e abrange as áreas de energia elétrica, petróleo e gás, transportes e portos, saneamento e indústrias de base (mineração e cimento, papel e celulose e siderurgia).
No entanto, como o Risco Brasil e o câmbio estão em queda, os dados da Abdib não impedem que analistas de fenômenos esotéricos continuem a destacar a boa saúde dos fundamentos da economia.

“Winner”
Não contente em romper o monopólio das TVs norte-americanos na cobertura da invasão do Iraque, a Al-Jazeera se vangloria de ter este feito reconhecido pelo Lycos 50, um dos principais portais de busca da Internet. Não se sabe se em tom jocoso ou sério, a Al Jazeera, que tem uma audiência de 45 milhões de pessoas entre a comunidade árabe, se autoproclama a CNN do Mundo Árabe.

Quibe em NY
Embora frequentemente o governo Bush manifeste seu desagrado pelas notícias transmitidas pela Al-Jazeera destoarem da cobertura, digamos, patriótica das TVs norte-americanas, recentemente, oficiais do Comando Central dos Estados Unidos aceitaram convite para um churrasco na casa do novo diretor da televisão árabe em Nova York.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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