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          Líquida
          Diferentemente de outras empresas atingidas pela escassez de crédito, a Embraer não enfrenta problemas de liquidez. A empresa possui em caixa R$ 3.656.829, quantia suficiente para honrar a folha de pagamento por dois anos, período que ela prevê para a duração da crise no setor de aviação. Os dados são de estudo do Instituto Latino-americano de Estudos Socioeconômicos (Ilaese), coordenado pelo economista Cristiano Silva e pelo assessor sindical Nazareno Godeiro e baseado em dados da própria Embraer, publicados no site da empresa no último dia 4.

Turbulência?
No próximo dia 26, a empresa publica seu balanço referente ao exercício de 2008. Os pesquisadores observam que uma projeção linear aponta faturamento de cerca de R$ 10,4 bilhões. Para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), a projeção para os três primeiros trimestres de 2008 indica lucro líquido de R$ 686,9 milhões: “Portanto, pela produção e venda de aeronaves em 2008, o lucro líquido deveria ser igual ou maior do que em 2007. A empresa alega ter tido prejuízo no terceiro trimestre de R$ 48,4 milhões. Porém, isso se deve a perdas da empresa com especulação financeira em derivativos”, destaca o estudo.

Fora da rota
Para sustentar a afirmação, os pesquisadores observam que, em seu próprio site, a Embraer informou possuir “em carteira operações com instrumentos derivativos, como non-deliverable forward (NDF), para equalização de possível descasamento no fluxo de entradas e saídas em moeda estrangeira… Em 30 de setembro de 2008, a Embraer carregava em sua carteira de hedge posições de NDF cujos totais somavam R$ 1,675 bilhão (equivalentes a US$ 875 milhões).”

Dívidas crescem
A inadimplência no comércio lojista da Cidade do Rio aumentou 3,9% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com os registros do Serviço de Proteção ao Crédito do Clube de Diretores Lojistas (CDL-Rio). As dívidas quitadas, que mostra o número de consumidores que colocaram em dia suas compras atrasadas, aumentaram 2% e as consultas, item que indica o movimento do comércio, diminuíram 3,8%, também em relação ao mesmo mês de 2008. No acumulado dos últimos 12 meses, a inadimplência, as dívidas quitadas e as consultas subiram, respectivamente, 2,3%, 8,5% e 7,8%.

Efeito geladeira
Uma simples operação matemática é suficiente para sintetizar a relevância da queda de 1,5 ponto na taxa básica de juros (Selic), decretada pelo Banco Central. Com a Selic a 12,75% ao ano, quem financiava uma geladeira de R$ 1,5 mil em 12 meses desembolsaria R$ 2.190,72. Com o juro básico a 11,25% ao ano, o mesmo consumidor gastará R$ 2.176,56, com direito a economizar R$ 14,16.

Quer ser sócio do Citi?
Para os eternos maus humorados e portadores de má vontade com as excelências dos fundamentos da política econômica tupiniquim que não consigam encontrar utilidade para a fantástica economia permitida pela queda da Selic, vai aqui uma dica: caso não haja oscilações mais fortes no mercado acionário estadunidense – promessa que escapa ao controle desta coluna – com R$ 14,16, ou cerca de US$ 7, o feliz consumidor poderá comprar sete ações do Citibank.

Sem “data venia”
Pensando em tornar mais fácil entendimento do Direito Constitucional para o público leigo, com uma linguagem mais objetiva e sem as famosas transcrições em latim, os professores Sylvio Motta e Gustavo Barchet acabam de lançar o livro Curso de Direito Constitucional – 2ª edição (Campus/Elsevier). A obra inova ao trazer gráficos e imagens para auxiliar na compreensão do tema. Outra novidade é que a publicação possui um site ( www.cursodireitoconstitucional.com.br) onde o leitor encontrará gratuitamente questões de concursos, artigos, atualizações constantes da constituição e slides com parte do conteúdo do livro.
     
     

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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