Faturamento de seguradoras cresce R$ 3,2 bi com seguros de vida

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Trabalhador em construção
Trabalhador em construção (foto de Elza Fiúza, ABr)

O segmento Vida ampliou em R$ 3,2 bilhões o seu faturamento nos nove primeiros meses de 2023 na comparação com o mesmo período do ano passado. Essa alta, de 7,5%, influenciou o crescimento da soma dos prêmios emitidos pelas seguradoras segundo o Boletim IRB+Mercado, divulgado nesta quinta-feira pela plataforma IRB+Inteligência.

Entre janeiro e setembro desse ano, o faturamento total do mercado segurador evoluiu 10,1% e chegou a R$ 139,6 bilhões.

A análise, com base nos dados publicados pela Susep em 16/11, mostra que Vida segue como maior segmento do mercado e foi responsável por 32,9% dos prêmios emitidos nos nove primeiros meses do ano.

De acordo com o boletim, a alta do faturamento, que passou de R$ 42,7 bilhões nos 9M22 para R$ 45,9 bilhões nos 9M23, deve-se, principalmente, ao produto Vida, responsável por 72,4% desse avanço. Na modalidade Individual, houve crescimento de 18,8%. Já na modalidade Grupo, 5,8%.

O faturamento subiu, entretanto a sinistralidade caiu. Agravada pela covid-19 em anos anteriores, o índice do segmento Vida mostra estabilidade após forte queda: passou de 32,1%, nos 9M22, para 30,1%, 9M23. Já o índice geral do setor registrou retração maior: 10,2 p.p. em relação ao mesmo período de 2022, fechando em 42,3%.

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Outros segmentos

Segundo o boletim, responsável por 29,9% dos prêmios emitidos pelo mercado nos 9M23, Automóvel ampliou em 12,3% o faturamento frente ao mesmo período de 2022. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o índice de emplacamento de carros novos atingiu o pico em julho: 176.742 novos veículos. A sinistralidade do segmento caiu 13,7 p.p. e saiu de 72%, nos 9M22, para 58,3%, nos 9M23.

Motorista de aplicativo (Foto: divulgação)
Motorista de aplicativo (Foto: divulgação)

O segmento Corporativo de Danos e Responsabilidades registrou crescimento de 11,2% nos 9M23 ante o mesmo período do ano anterior, em razão da evolução do produto Riscos Nomeados e Operacionais, que variou 17,5%. A taxa de sinistralidade, no acumulado do ano, passou de 39,8%, nos 9M22, para 38,8%, nos 9M23.

De acordo com IRB, Individual Contra Danos evoluiu 12,8% de janeiro a setembro de 2023, ante o mesmo corte temporal de 2022. A alta é justificada pelo incremento dos ramos Compreensivo Empresarial e Residencial.

O seguro residencial, que iniciou trajetória de crescimento mais acentuada em meio à pandemia de covid-19, alcançou o montante de R$ 3,7 bilhões em faturamento de janeiro a setembro de 2023. A sinistralidade do segmento nos 9M23 caiu 3,9 p.p. em relação aos 9M22 e ficou em 33,3%.

Rural, até setembro, avançou 4,6% em relação aos 9M22. A sinistralidade retraiu 83,8 p.p. em comparação aos 9M22, devido aos eventos climáticos atípicos ocorridos no ano passado, e totalizou 35%. É válido observar que setembro foi o primeiro mês do ano a registrar aumento nesta taxa entre 2022 e 2023, saindo de 23,4% para 30,1%.

Já Crédito e Garantia, segundo o boletim, se destacou pela maior variação percentual: +20,4% nos 9M23, em relação ao respectivo período de 2022. Ao longo do ano, o produto Garantia Segurado – Setor Público se manteve em alta, chegando a 30,9%. No acumulado do ano, a sinistralidade aumentou de 30,5%, nos 9M22, para 56,2%, nos 9M23.

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