Faturamento na Black Friday será 12% maior em relação a 2022

Categorias que terão os maiores descontos neste ano são as de roupas e calçados, perfume, maquiagem, cosméticos, chocolates e doces

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Black Friday (Foto: ABr/arquivo)
Black Friday (Foto: ABr/arquivo)

A Black Friday deste ano irá registrar um crescimento estimado de 12% no faturamento em relação ao evento de 2022. O período que abrange a data promocional, de 23 (quinta-feira) a 26 de novembro (domingo), será marcado por uma elevação considerável nas vendas virtuais, com o número de pedidos aumentando entre 7% e 11%. Estes são alguns dos principais dados revelados pelo Relatório “Estratégias e Expectativas para a Black Friday 2023”, divulgado pela Neotrust.

O estudo foi produzido com base em dados coletados continuamente com mais de 2500 varejistas virtuais de todo o país. O relatório indicou também que 54% dos entrevistados têm a intenção de antecipar suas compras de Natal durante o evento. No ano anterior, esse número representava apenas 27% das intenções. As categorias que mais terão impacto na queda de preços neste ano são as de roupas e calçados, perfume, maquiagem, cosméticos, chocolates e doces.

Ainda segundo o relatório da Neotrust, 67% dos brasileiros afirmam que a Black Friday é uma das datas mais esperadas do ano no varejo, sendo que 52% dos entrevistados planejam comprar durante o evento deste ano, em comparação com 60% no ano anterior. Entre os compradores em potencial, 77% têm expectativas altas ou muito altas para as ofertas deste ano.

Quanto aos fatores que influenciam a decisão de compra, 67% dos entrevistados citam descontos nos produtos acima de 50%, enquanto 47% mencionam frete grátis como os principais motivadores para fazer compras não planejadas.

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Além disso, 72% acreditam que os preços são realmente os mais baixos, tornando a data um momento chave para aproveitar ofertas vantajosas Os dados mostram ainda que 28% esperam até a sexta-feira para fazer suas compras, enquanto 22% realizam compras ao longo do mês de novembro.

Sobre a pesquisa de produtos, 18% começam a acompanhar os preços seis meses antes do evento, 27% buscam três meses antes, 29% um mês antes e 9% começam a procurar 15 dias antes da Black Friday. Apenas 2% responderam que não planejam fazer pesquisa.

O relatório revela também que 41% dos consumidores realizam pesquisas em sites de busca e 38% procuram em sites confiáveis em que já tiveram boas experiências. Mais ainda, 35% fazem pesquisas diretamente por meio dos aplicativos das lojas, 32% usam redes sociais e 30% buscam informações em sites especializados.

A pesquisa também aponta que 47%, quase metade dos compradores da Black Friday, planeja fazer compras tanto em lojas físicas quanto online, destacando a importância de implementar estratégias omnichannel.

Em relação às formas de pagamento, 68% dos entrevistados planejam usar cartão de crédito como o meio principal durante a Black Friday, seguido pelo Pix (51%), cartão de débito (28%), carteira digital (19%) e dinheiro (16%). Cambraia observou que o uso das carteiras digitais diminuiu no início de 2023 em favor do uso de cartões de crédito, enquanto o Pix tem continuado a ganhar tração.

No terceiro trimestre de 2023, de acordo com o levantamento, o faturamento do comércio eletrônico foi de R$ 35,6 bilhões, um aumento de 0,5% em comparação com o trimestre anterior. No entanto, o número de pedidos registrou uma diminuição de 0,7%, atingindo a marca de R$ 75,4 milhões.

O tíquete médio, que chegou a R$ 473 no terceiro trimestre de 2023, se aproxima do patamar histórico mais elevado. Em 2022, foi de R$ 454 e aumentou para R$ 597 durante a Black Friday.

Já a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e o Buscapé, anunciam parceria para acompanhar a variação de preços dos eletroeletrônicos no comércio online. O Índice de Preços Fipe/Buscapé vai monitorar, mensalmente, 47 categorias de produtos divididos em cinco grupos: celulares e telefones, informática, vídeo e áudio, eletrodomésticos e eletroportáteis.

No primeiro relatório, divulgado anteontem, o Índice Fipe/Buscapé de Eletroeletrônicos mostra uma variação de preços negativa de 0,58 na comparação de setembro com agosto desde ano, na contramão dos índices gerais de preços. No mesmo período, o IPCA foi de 0,26% e o IPC da Fipe foi de 0,29%. Essa queda é uma tendência que já vem sendo verificada em prazos mais longos. Na comparação mensal, a maior queda foi registrada pelos celulares, de – 1,67%, seguida de produtos de informática, com -1,29%, e áudio e vídeo, com -1,04%. Os eletrodomésticos subiram 1,09% de agosto deste ano para setembro, enquanto os eletroportáteis subiram 0,19%.

Na comparação anual, de setembro de 2023 sobre igual mês de 2022, o índice Fipe/Buscapé mostrou que os preços dos eletroeletrônicos tiveram variação de -6,9%. Os produtos com quedas de preço mais significativas foram monitor (-13,5%), PC/computador (-12,5%), celulares (-12,1%), notebook (-11,7%), TV (-10,7%) e fritadeira elétrica (-8,1%). Por outro lado, ar-condicionado (7,3%), ventilador e circulador (3,9%) e fogão (1,9%) apresentaram alta no período.

Considerando um período maior, de janeiro de 2022 a setembro de 2023, a queda dos preços de eletroeletrônicos foi ainda mais expressiva: 10,1%. A deflação segue caminho contrário ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e ao Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, que no mesmo período registraram inflação de 9,5%. Os grupos que apresentaram maiores reduções foram celulares e telefones (-18,8%), vídeo e áudio (-16,5%) e informática (-15,4%).

Também no período de janeiro de 2022 a setembro de 2023, produtos como PC/computador (-20,2%), celulares (-18,8%), TV (-18,0%), notebook (-15,8%) e monitor (-14,6%) apresentaram as maiores quedas de preços. Em contrapartida, ar-condicionado (10,9%), ventilador e circulador (6,2%), lavadora de roupas (5,9%), fogão (5,4%) e geladeira (3,7%) aumentaram de preço.

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