Faturas em atraso geram perda de US$ 3 tri

Estudo feito pela multinacional britânica Sage mostra que uma de cada dez faturas é paga em atraso às pequenas e médias empresas ao redor do mundo, gerando um prejuízo nada desprezível de US$ 3 trilhões para a economia global. A inadimplência impacta diretamente os negócios de 40% das organizações ouvidas. Isso significa que os empresários das pequenas empresas tiveram que reduzir custos, cortar salários da equipe e atrasar pagamento de seus fornecedores. Em média, os donos de pequenos negócios no país gastam 14 dias de seu ano de trabalho correndo atrás de pagamentos em atraso.

Proteger o relacionamento com o cliente foi o principal motivo apontado pelos empresários para tomar medidas mais enérgicas. No Brasil, o motivo foi citado por 35% dos entrevistados. Crise à parte – até porque o estudo foi feito com 3 mil empresas de 11 países, alguns deles em situação mais confortável que o Brasil – o fato é que muitas grandes empresas se aproveitam do seu peso para realizar fluxo de caixa atrasando o pagamento a companhias menores. O motivo alegado é sempre algo burocrático, mas o resultado é o mesmo: alguns dias a mais de prazo.

 

Muita atenção

Proposta elaborada pelo Ministério das Minas e Energia, que está em análise na Casa Civil, prevê trocar os débitos de R$ 6 bilhões das geradoras de energia elétrica no Mercado de Curto Prazo (MCP) pelo aumento de prazo de outorga de concessões das hidrelétricas envolvidas.

A medida seria a solução do impasse do GSF (siga em inglês – Generation Scaling Factor, para definir o risco hidrológico), travado por liminares judiciais desde 2012.

Pelo valor e pelas companhias envolvidas, é preciso muito cuidado. É só olhar para as petroleiras, que ganharam uma isenção fiscal de centenas de bilhões com a desculpa de que o imposto por elas devido estava sendo questionado na Fazenda.

 

Primeira vez na AL

A cidade do Rio de Janeiro vai receber mais de 8 mil profissionais de 130 países, entre os dias 12 e 17 de agosto de 2018, quando acontecerá o XXI Congresso Mundial de Ciência do Solo (21st WCSS). “Nas próximas décadas, a pesquisa em ciência do solo deverá propor práticas agrícolas resilientes que possam acomodar as alterações ambientas e climáticas e a segurança alimentar. O estudo do solo é essencial e estratégico para questões como a qualidade da água, a diminuição da pobreza e a produção de energia renovável”, lembra o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Flávio Camargo, presidente do Congresso.

Realizado pela International Union of Soil Science e organizado pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS), o 21WCSS tem como tema “Ciência do solo: para além da produção de alimentos e de energia” e acontecerá no Windsor Covention & Expo Center (Barra da Tijuca). Será a primeira que o Congresso acontecerá na América Latina.

A Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ), uma das coorganizadoras, organizará uma exposição histórica da Ciência do Solo Brasileira. “Também faremos o lançamento mundial do Programa Nacional de Solos do Brasil, Pronasolos”, conta o chefe de pesquisa e desenvolvimento do centro de pesquisa carioca José Carlos Polidoro. Detalhes em www.21wcss.org

 

Meirelles e Pezão devem explicações

Um amigo da coluna encontrou com um militante do Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe), que pediu para não ser identificado. O ativista afirma que o Ministério da Fazenda fazia arresto de até R$ 500 milhões mensais nas contas do Governo do Rio de Janeiro. O confisco deixou de ser feito nos últimos sete meses, o que gerou uma boa folga no caixa. O ministro Henrique Meirelles e o governador Luiz Fernando Pezão devem apresentar satisfações públicas sobre o assunto. Afinal, o que aconteceu com a bolada?

 

Desconsideração

Com R$ 10 no bolso, um braço na tipoia e dificuldade para viajar em ônibus, trem ou Metrô, o militante citado na nota anterior esperava o depósito do 13° salário de 2016.

 

Rápidas

A Couromoda, que comemora 45 anos em 2018, abre o calendário de vendas e eventos brasileiros em 15 de janeiro, no Expo Center Norte, em São Paulo *** Dados do Rio Convention & Visitors Bureau apontam que, até 2027, o Centro do Rio receberá 96 eventos técnico-científicos, entre congressos, feiras e convenções. Durante este período, 419 mil congressistas terão passado pela região, deixando uma receita estimada em US$ 244 milhões.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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