FBI tem autorização da Justiça para investigar assessora de Hillary

Internacional / 10:11 - 31 de out de 2016

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O FBI (a Polícia Federal norte-americana) obteve uma ordem judicial para examinar as mensagens de e-mail da principal assessora da candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton, à Presidência dos EUA. A investigação visa a descobrir se a assessora Huma Abedin obteve ou não informações de segurança nacional no período em que Hillary Clinton era secretária de Estado. A investigação deverá complicar a última fase da campanha de Hillary, que foi secretária de Estado no período de 2009 a 2013. As eleições estão marcadas para 8 de novembro de 2016. A investigação ocorre no momento em que eleitores em muitos estados norte-americanos já estão indo às urnas, graças ao sistema eleitoral antecipado dos EUA. O sistema permite que os eleitores enviem o voto pelo correio ou compareçam às urnas antes da data oficial (8 de novembro), em locais previamente determinados. Na sexta-feira, a 11 dias das eleições, o diretor do FBI, James Comey, mandou uma carta ao Congresso norte-americano dizendo que foram descobertos novos e-mails relacionados com a acusação de que Hillary Clinton tinha usado um servidor privado para enviar e receber informações classificadas como de uso restrito do governo. Só que a investigação sobre a candidata democrata foi encerrada em julho de 2016 sem acusação formal contra ela. Porém, o retorno do caso - agora envolvendo a assessora Huma Abedin - irritou não só a campanha de Hillary como também os integrantes do Partido Democrata. Investigadores do FBI querem saber se as mensagens do computador de Huma Abedin são classificadas como de segurança nacional e se eram compartilhadas com o ex-marido da assessora Anthony Weiner, que renunciou ao mandato de deputado em junho de 2011, depois que vários episódios de sua vida privada foram divulgados pela imprensa. Alguns senadores democratas acham que o FBI está se intrometendo na política e que não estaria agindo de forma independente, mas sim usando argumentos do adversário de Hillary, o candidato do Partido Republicano Donald Trump. Os senadores democratas se queixam de que uma acusação feita assim, sem detalhamento, deixa os eleitores do Partido Democrata inseguros sobre o que fazer. Não sabem se votam agora, mandando o voto pelo correio, se votam no dias das eleições, ou se não votam porque o voto não é obrigatório nos EUA. A menos de 10 dias das eleições presidenciais norte-americanas, o FBI está sob pressão para revelar o que motivou a nova abertura de uma investigação contra a candidata democrata Hillary Clinton. A informação é da Agência Ansa. Em carta pública assinada por diversos membros dos Democratas, a campanha de Hillary exigiu que o diretor do FBI, James Comey, explique a "decisão sem precedentes" de enviar uma carta ao Congresso norte-americano notificando uma nova investigação a poucos dias das eleições. No documento, no entanto, Comey reconhece que os novos e-mails encontrados podem não conter informações "relevantes". Os democratas acusam o diretor da agência de querer interferir nas eleições a favor de Donald Trump e afirmam que ele "violou a lei" ao fazer o anúncio. O líder democrata no Senado, Harry Raid, encaminhou documento ao FBI em que pede explicações sobre o motivo que levou a instituição a divulgar informações sobre Hillary e a não liberar "informações explosivas" sobre as ligações de Trump e "o governo russo". "O público tem o direito de saber. Eu escrevi para você meses atrás pedindo que essa informação seja tornada pública", escreveu Reid. O senador acusou Comey de violar a "Hatch Act", uma lei norte-americana que impede que agentes públicos interfiram em resultados eleitorais. Segundo informações da mídia norte-americana, foram encontrados cerca de 650 mil e-mails em um computador do ex-parlamentar Anthony Weiner, que está sendo investigado por enviar fotos eróticas para uma adolescente de 15 anos. Weiner é marido de Huma Abedin, assessora e "braço-direito" de Hillary. Abedin informou que não sabe como os e-mails dela estavam naquele computador, já que não o usava, mas que não tem o hábito de limpar o histórico de mensagens. Outro ponto complicado para o FBI é explicar se seus agentes chegaram a vasculhar parte desse material, o que seria mais um crime. Como as mensagens eram da época em que Hillary era secretária do Estado, os agentes não tinham autorização para verificar o conteúdo. Para isso, era preciso uma autorização federal. Hillary havia sido "absolvida" pelo caso do "emailgate" em julho, quando o FBI havia terminado de investigar as mensagens oficiais que ela havia enviado de um servidor pessoal. Trump acusa a democrata de colocar a segurança dos EUA em risco com a atitude e chegou a declarar que ela "deveria estar presa". No entanto, os dois candidatos pediram que seja explicado publicamente o que há nesses e-mails antes do pleito do dia 8 de novembro. Pesquisas - A revelação das novas investigações diminuiu a vantagem de Hillary sobre Trump. Em pesquisa divulgada pela ABC News e o "The Washington Post", ela tem 46% das intenções de votos contra 45% do magnata. Cerca de 30% dos eleitores afirmam que estão menos propensos a votar na ex-secretária de Estado após as novas revelações do FBI. Com informações da Agência Brasil, com informações da Ansa

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