Realizada entre os dias 17 e 22 de abril com 2 mil pessoas nas cinco regiões do país pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), esta edição do Radar Febraban, da Federação Brasileira de Bancos, apontou que no Sudeste, a aceitação do Pix é de 94%, segundo a última pesquisa Radar Febraban, realizada entre os dias entre os dias 17 e 22 de abril, também em outras regiões do país.
O percentual de entrevistados na região que disseram usar esse meio de pagamento atingiu 93%. No Sudeste, apenas 4% dos entrevistados disseram desaprovar o Pix.
A pesquisa também investigou qual a instituição considerada mais segura para o uso do Pix. Os bancos foram citados por 35% dos entrevistados, acima dos 14% que mencionaram as fintechs e os bancos digitais.
Outra provocação da pesquisa foi atribuir notas a diferentes tipos de pagamento, de zero a 10. O Pix foi o melhor avaliado pelos moradores do Sudeste nessa comparação, com nota 90, acima do cartão de crédito (77) e cartão de débito (83), que também foram avaliados positivamente.
Na média nacional, a aceitação do Pix passou de 89% para 95% nos últimos 12 meses. Há um ano, 77% da população declarava utilizar o sistema, enquanto no momento são 92%, o que representa um avanço de 15 pontos percentuais. Atualmente, apenas 8% dos brasileiros dizem não ter adotado o Pix, enquanto em abril de 2023 eram 22%.
Já estudo da Mastercard, intitulado “Hábitos do Consumidor”, aponta que a maior parte dos brasileiros (89%) está disposta a experimentar novos métodos de pagamento, de acordo com a , feita pela Mastercard. A aceitação é apontada como um avanço em relação a outros países e uma oportunidade de inclusão financeira.
Dos brasileiros entrevistados, 53% disseram se sentir confortáveis diante de novas tecnologias, enquanto apenas 5% afirmaram o contrário. Outros 42% declararam estar dispostos de forma moderada a experimentar tais inovações.
Procurar por melhores formas de pagamento está relacionado ao interesse por maior segurança. Segundo o estudo, 59% dos participantes informaram que a confiança de que a tecnologia é segura é o requisito principal para usar um novo método de pagamento. Aspectos como conveniência e familiaridade com a prestadora de serviços aparecem na sequência, com 36% e 31% das respostas, respectivamente.
Nesse cenário de maior dinamismo do setor financeiro, surgem diferentes opções de pagamento, que vão desde transações por aproximação, passando pelo link de pagamento online até o aguardado lançamento do Drex, que será o Real Digital. As novidades ajudam a redefinir a experiência de compra e venda para consumidores e empresas.
O pagamento por aproximação tende a se consolidar como um hábito entre os brasileiros. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), mais da metade dos pagamentos físicos realizados em 2023 foram feitos por meio dessa tecnologia. A expectativa é de expansão até o final de 2024, tanto em volume de transações, quanto na utilização de dispositivos que possibilitem essa forma de pagamento.
Já o código QR deve ser adotado por mais empresas, com o intuito de facilitar transações online e offline. A versatilidade e a acessibilidade são aspectos positivos do recurso.
O Pix Automático, que tem lançamento agendado para outubro, de acordo com o Banco Central, também promete simplificar as transações financeiras entre pessoas físicas e jurídicas. Aproveitando a popularidade do Pix no Brasil, será incluída a opção de pagamento de contas e despesas diversas.
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