Fed sinaliza redução no ritmo de alta dos juros

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Jerome Powell (Foto: Fed/divulgação)
Jerome Powell (Foto: Fed/divulgação)

Em discurso na Brookings Institution nesta quarta-feira, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, sinalizou que o Fed ainda não terminou de conter a inflação, mas o ritmo dos aumentos das taxas de juros pode diminuir já na reunião de dezembro. Ele observou que o órgão “não viu um progresso claro na desaceleração da inflação”, sugerindo que mais aumentos de juros estão por vir.

A economia dos EUA cresceu a um ritmo mais rápido no terceiro trimestre do que as estimativas iniciais mostraram, mas o país ainda enfrenta a possibilidade de uma desaceleração no próximo ano. O Produto Interno Bruto (PIB), valor de todos os bens e serviços feitos no período, aumentou a uma taxa anualizada de 2,9%, de acordo com a segunda estimativa, acima dos 2,6% estimados no mês passado.

Ao mesmo tempo, uma série de dados sinalizam uma possível desaceleração no próximo ano. O mercado imobiliário está em declínio. A taxa de hipoteca fixa de 30 anos ultrapassou a marca de 7% em outubro pela primeira vez em duas décadas. Isso é mais que o dobro da média de 3,10% na mesma época do ano passado.

A Associação Nacional de Corretores de Imóveis informou que o índice de vendas pendentes de imóveis nos EUA caiu 4,6%, para 77,1 pontos em outubro, melhor do que o declínio de 5% esperado pelos economistas.

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Outros dados econômicos divulgados nesta quarta-feira são mistos. O Departamento do Trabalho informou que havia 10,3 milhões de empregos disponíveis em outubro, abaixo dos quase 10,7 milhões em setembro. A Automated Data Processing Inc. informou que os empregadores privados dos EUA adicionaram 127 mil contratações às suas folhas de pagamento em novembro, abaixo das 239 mil em outubro e abaixo das expectativas do mercado de 190 mil contratações.

O Institute of Supply Management-Chicago informou que o índice de gerentes de compras caiu para 37,2 pontos em novembro, de 45,20 pontos em outubro, marcando o terceiro mês consecutivo de contrações. É também a leitura mais baixa desde maio de 2020 e bem abaixo das previsões do mercado de 47.

Os mercados de ações fecharam em fortes altas. O Dow subiu 2,18%, para 34.589,77; o S&P 500 aumentou 3,09%, para 4.080,11; e o Nasdaq disparou 4,41%, para 11.468,00.

Os contratos futuros de ouro na divisão Comex da Bolsa Mercantil de Nova York caíram. O contrato mais ativo para entrega em fevereiro caiu 0,22%, fechando a US$ 1.759,90 a onça. Apesar da queda, o ouro terminou em alta de 7,3% em novembro, o primeiro ganho mensal desde março.

 

Com Agência Xinhua

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