Feijão e macarrão instantâneo: itens mais comprados junto com cerveja

Relatório mostra que clientes levam em média cinco cervejas por compra nos supermercados.

Levantamento realizado pela plataforma de cashback Gelt apresenta o perfil de consumo de cerveja em mercados no país. Os dados mostram que em relação a combinação na hora de levar a bebida para a casa, surpreendentemente o feijão e macarrão instantâneo lideram a preferência, deixando para trás carnes e amendoim. A pesquisa também aponta que o tíquete médio é de R$ 80,97 (quando há compra de cerveja no supermercado) e, em média, são adquiridas cinco unidades por vez. Outro dado curioso é de que 76% dos consumidores optam por estabelecimentos localizados em seus bairros e 31% preferem minimercados a grandes varejistas. Em relação ao método de pagamento, o cartão de crédito lidera a escolha dos clientes com 36%, enquanto 28% pagam em dinheiro. O levantamento mostra ainda que 55% dos compradores de cerveja têm algum animal de estimação em casa (70% deles possuem cachorros e 20% gatos).

Em 2020, em plena crise sanitária, o mercado cervejeiro brasileiro registrou um aumento de 5,3% em relação a 2019, atingindo 13,3 bilhões de litros vendidos e ficando atrás apenas de China e EUA no volume de vendas global, segundo dados do Euromonitor. O número perde apenas para 2014, ano em que o país sediou a Copa do Mundo. Responsável por 1,6% do PIB brasileiro, esse mercado gera cerca de R$ 21 bilhões em impostos ao ano, mostrando ser um setor de relevância para a economia nacional. O estudo da consultoria revela ainda que os brasileiros consomem, aproximadamente, seis litros de cerveja por mês.

Já de acordo com o indicador Neogrid, que monitora cadeia de suprimentos, a cerveja registrou falta de 11,9% nas gôndolas dos supermercados. A negociação de reajustes de preços e a falta de insumos estão atrasando a entrega dos pedidos em um cenário que já apresenta armazenamento abaixo do normal.

Segundo o Sindicato Nacional da Indústria Cervejeira, a falta de garrafas que o mercado vem atravessando é um reflexo do impacto que a pandemia gerou na cadeia de insumos e produção de embalagem. Algumas empresas optaram pela importação e por conta da alta do dólar acabaram por investir 40% acima do esperado.

Já levantamento realizado pela consultoria GS Ciência do Consumo, as marcas próprias registraram crescimento de mais de 70% no varejo entre janeiro a setembro deste ano. O estudo acompanhou as compras de 27 milhões de domicílios no país. Em relação ao mesmo período de 2020, as vendas de marcas próprias aumentaram 72,5% nos pães industrializados, 68% no arroz, 64% no café, 39% nas sopas e caldos, 24% nos legumes congelados, 14% no biscoito doce e 13% no macarrão. Em 2021, os supermercadistas somam cerca de 1,5 mil itens de marca própria lançados, ante quase mil no ano passado.

 

Com informações do Portal Giro News

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