Feiras internacionais de agronegócios podem gerar US$ 4,5 bi

Negócios já fechados este ano por brasileiros somam US$ 800 milhões

O valor dos negócios fechados por empresas brasileiras em feiras internacionais de produtos do agronegócio poderá chegar a US$ 4,5 bilhões até o final do ano, de acordo com balanço da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Segundo a entidade, do total negociado, US$ 800 milhões já foram contratados, e outros US$ 3,7 bilhões devem ser concretizados até o fim do ano.

Segundo a Agência Brasil, no primeiro trimestre de 2022, mais de 300 empresas brasileiras participaram, com o apoio da Apex, de 15 feiras internacionais de alimentos e bebidas, realizadas em cinco países. Apenas na Seafood Market Place for North America, realizada em março, em Boston, nos Estados Unidos, a maior feira de pescados da América do Norte, as empresas brasileiras fecharam negócios da ordem de US$ 400 milhões.

“Durante a pandemia [da covid-19], o Brasil se mostrou muito sólido e os outros países e grandes importadores puderam confirmar contratos de longo prazo. E isso se soma ao momento da nossa produtividade e aumento da produção. O Brasil conseguiu, durante a crise, manter o agronegócio funcionando muito bem, e isso ajuda nesse resultado”, destacou a coordenadora de Agronegócios da ApexBrasil, Paula Soares.

De acordo com a agência, até o fim de 2022, serão realizadas 41 feiras com participação dos brasileiros, apoiadas pelos ministérios da Agricultura e Pecuária e das Relações Exteriores, e a ApexBrasil. “Ainda temos muitas oportunidades para as empresas brasileiras. Elas podem entrar no nosso site, conhecer os eventos nos próximos meses, e entender quais são os critérios de participação, inclusive se inscrever”, disse a coordenadora.

Agrishow

Estudo do Centro de Inteligência da Economia do Turismo (Ciet), da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, traçou o perfil e os gastos dos visitantes à feira Agrishow, evento de agronegócios, que ocorreu de 25 a 29 de abril, em Ribeirão Preto. Segundo o Ciet, 85,2% dos participantes eram de fora da Região Metropolitana de Ribeirão Preto, índice considerado elevado.

O estudo revelou que mais de 135 mil pessoas de todo o país estiveram na feira, excluindo os moradores. O evento teve impacto econômico – gastos totais dos turistas – de quase R$ 400 milhões em toda a região.

A pesquisa apontou também que, de zero a 10, os visitantes deram nota média de 8,9 para a feira. A permanência média foi de 4,4 dias e o gasto total, individual, no período, de R$ 2.901.

De acordo com a pesquisa, 41,7% dos visitantes ficaram em hotéis, 33,4% optaram pelo bate/volta e não se hospedaram, 12,2% alugaram imóveis por plataformas ou aplicativos de hospedagem, 6,3% apelaram para as casas de amigos ou parentes, e 4,9% ficaram em hostels ou albergues.

Em relação ao meio de transporte para chegar à cidade, 59,1% foram de carro, 12,8% de avião, 12,7% em ônibus fretados; e 8,7% em ônibus de linhas regulares. Além da feira e da hospedagem, as principais atividades e despesas foram com gastronomia (47,1%), compras (30,7%) e vida noturna e bares (29,8%).

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