Férias de julho movimentam varejo em 0,13%

Recesso escolar aquece setor de turismo; no período é comum pais conciliarem folga no trabalho para passar tempo com seus filhos.

De acordo com a Projeção de Vendas, do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), o varejo restrito deve crescer cerca de 0,13% em julho, comparado ao mês anterior. Para o presidente do Ibevar, Claudio Felisoni de Angelo, os destinos de veraneio têm aumento considerável no consumo de produtos e serviços, pois recebem um número significativo de turistas.

"O recesso escolar de julho, assim como no fim do ano, movimenta o setor de turismo. As pessoas aproveitam o mês para fazer viagens mais longas ou visitar lugares mais distantes", comenta.

Nos grandes centros, como São Paulo, as férias não prejudicam a economia local. Os comércios atraem quem não viaja e estimulam o varejo.

"Para quem fica na cidade, as opções são restaurantes, cinemas, teatros, clubes, parques e até mesmo shoppings e lojas de rua, que não fecham. Além disso, a capital paulista deve receber turistas de outras partes do Brasil à procura de serviços e entretenimento exclusivos da cidade, completa Felisoni.

 

Recuo – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), recuou 1,7% na passagem de junho para julho deste ano e chegou a 89,8 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Essa foi a quinta queda consecutiva do indicador. Os sete componentes do ICF tiveram queda, com destaque para perspectiva de consumo (3,2%) e momento considerado adequado para a compra de bens duráveis (3,8%).

"A variação de 1,7% mostra, pela quinta vez, a queda do índice, mostrando uma relativa insatisfação das famílias com relação ao momento da economia, uma certa frustração em relação ao início do ano e mostrando também que elas se apresentam bastante cautelosas em relação aos gastos", disse o pesquisador da CNC Antonio Everton.

Na comparação com julho de 2018, no entanto, houve uma alta de 5,5% no indicador. Nesse tipo de comparação, os sete componentes tiveram alta, com destaque para o nível de consumo atual (10,8%).

 

Com informações da Agência Brasil

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