Ferrari apresenta nova 296 GTB

Deverão ser vendidas, por ano, 20 unidades do modelo no Brasil.

Foi com a SF90 Stradale, no início de 2021, que a Ferrari estreou seu primeiro modelo híbrido no Brasil. A versão conversível Spider chegou em fevereiro passado. Ambas são equipadas com motorzão central V8 turbo de 780 cv. Junto com o sistema elétrico, as SF90 chegam aos 1.000 cv!

Uma nova linha de híbridos que chega ao Brasil atende pelo nome 296 GTB (de motor 2.9, o 6 do número de cilindros e a abreviação de Gran Turismo Berlinetta), Ferrari que resgata os motores V6 depois de quase 40 anos sem carros com esse tipo de motor. O superesportivo foi apresentado no showroom da Via Itália, importadora oficial da Ferrari, em São Paulo.

Sob o capô traseiro, o superesportivo carrega um poderoso motor biturbo V6 de 3 litros que entrega 663 cv acoplado ao câmbio de dupla embreagem F1 de 8 marchas e tração traseira. Ao ser acionado no showroom da importadora, seu ronco atrai todas as atenções. Mas imagine pilotar a máquina sem qualquer ruído?

Sim, a 296 GTB, além do V6, traz um sistema híbrido plugin de dois motores elétricos no eixo dianteiro e mais um que vai na caixa de transmissão. No modo elétrico, é possível rodar silenciosamente por 25 km ao limite de 135 km/h, até que o V6 seja exigido e acordado.

Combinados, os motores chegam a 830 cv de potência e poderosos 75,4 kgfm de torque. Essas credenciais permitem que a supermáquina acelere de 0 a 100 km/h em meros 2,9 segundos e atinja a velocidade máxima de 330 km/h.

 

Design esculpido para a aerodinâmica

Com design minimalista, por dentro e fora, a 296 GTB foi esculpida para sua aerodinâmica proporcionar a melhor performance. Repare que sob os faróis, o vão é proposital: a entrada ajuda a refrigerar os componentes do freio.

Esta Ferrari Berlinetta esportiva de dois lugares, diz a companhia, redefine a ideia de condução divertida para garantir pura emoção também na condução diária. Deve ser bastante divertido mesmo buscar pão na padaria ou levar o filho na escola a bordo desta fantástica macchina!

 

Vendas em alta no Sul e Sudeste

Eduardo Alves, responsável comercial da Via Itália, estima que 20 unidades da nova Ferrari 296 GTB sejam vendidas por ano no Brasil. Um número expressivo para a importadora, que fechou negócio com 35 unidades em todo 2021.

Alves destaca a região Sul como importante mercado, o segundo maior depois de São Paulo para a marca. O executivo não consegue quantificar o volume de Ferraris direcionados a Santa Catarina, porque alguns carros são emplacados em São Paulo e outras regiões – os chamados clientes sazonais ou “itinerantes” – que vêm de outras regiões e circulam em Florianópolis e cidades litorâneas do estado no verão, por exemplo. Há também um expressivo número de Ferrari que roda em SC adquirida por importação independente.

 

Na casa dos milhões

A fila de espera virou uma realidade também para a marca de Maranello. Alves diz que conforme o modelo e a customização solicitada, o cliente brasileiro pode esperar um ano pela entrega. A fábrica encerrou 2021 com a produção de 11.500 carros. Pouco, diante dos 15 mil projetados antes da pandemia para 2022.

O carro-chefe hoje da Via Itália é a F8 Tributo e a F8 Spider, modelos que já tiveram o fim de linha decretados, embora as entregas, atrasadas, estejam garantidas até 2023. Os preços vão de R$ 4,4 milhões a R$ 4,9 milhões.

A cor vermelha é ainda a mais pedida no Brasil (e no mundo). O primeiro e único exemplar da Ferrari 296 GTB que desembarcou no Brasil vem na cor Rosso Imola (pintura metálica). De acordo com o Eduardo Alves, a Ferrari possui mais de 20 diferentes tons de vermelho, conforme a linha.

A 296 GTB é um projeto novo e não substitui outra Ferrari, ela chega para agregar a gama. Seu preço ainda não foi definido e as entregas estão previstas para dezembro. Para ser ter uma ideia, a 296 GTB ficará posicionada acima da Ferrari Roma (R$ 3,3 milhões) e abaixo da F90 (R$ 7,7 milhões). Façam suas apostas.

Audi Q5 TFSIe quattro-3 (foto divulgação)
Audi Q5 TFSIe quattro-3 (foto divulgação)

Audi inicia vendas do Q5 híbrido plugin

A Audi iniciou a pré-venda do novo Q5 TFSIe quattro com preços a partir de R$ 413.990 na modalidade de venda direta e em lote exclusivo de 300 unidades.

Importado do México, o modelo está disponível nas carrocerias SUV e Sportback, versões Performance e Performance Black, e inaugura no país a nova família de motores híbridos plug-in (PHEV).

O novo propulsor representa a 3ª geração do motor 2.0 TFSI de 252 cv de potência que atua em conjunto com um motor elétrico de 105 kW (143 cv). Combinado, este Audi rende 367 cv de potência e 50,9 kgfm de torque.

O conjunto é acoplado à transmissão S tronic de 7 velocidades. No modo puramente elétrico, a velocidade máxima é de 135 km/h. No modo puramente elétrico, a bateria dá autonomia entre 56 e 62 km, segundo a Audi.

A Audi também comercializará o SUV Q5 somente a gasolina. O motor 2.0 TSFI rende 265 cv. Pela modealidade de venda direta, custa R$ 344.990.

Fábrica da Renault no Paraná (foto de Rodolfo Buhrer, La Imagem, divulgação)
Fábrica da Renault no Paraná (foto de Rodolfo Buhrer, La Imagem, divulgação)

Renault confirma novo SUV com motor 1.0 turbo

A Renault do Brasil confirmou o investimento de R$ 2 bilhões para a produção de uma nova plataforma, a CMF-B, de um novo SUV e de um novo motor 1.0 turbo. O investimento faz parte do plano estratégico Renaulution.

A plataforma CMF-B permitirá a chegada de novos produtos no futuro, preparada para uma eventual eletrificação. O SUV com o novo motor 1.0 turbo deverá estrear em 2023 e ficar posicionado acima do Kwid e abaixo do Duster, mirando o segmento de Fiat Pulse.

A rentabilidade é o foco. O plano estratégico, explica Ricardo Gondo, presidente da Renault do Brasil, é oferecer novos produtos nos segmentos mais altos do mercado.

O anúncio de R$ 2 bilhões vem após o último ciclo de R$ 1,1 bilhão anunciado em março de 2021, destinado aos lançamentos do Zoe E-Tech 100% elétrico e do Captur com o novo motor turbo TCe 1.3 Flex em 2021, bem como da linha 2023 dos modelos Kwid, Master, Duster e Oroch, sendo os dois últimos com também com a opção de motor turbo TCe 1.3 Flex.

Este último ciclo de investimento também contemplou a pré-venda do Kwid E-Tech 100% elétrico, com entrega prevista para agosto deste ano.

Fábrica Nissan Resende (foto Via Digital)
Fábrica da Nissan em Resende (foto Via Digital)

Os planos da Nissan para o Brasil

Parte dos investimentos da Nissan de US$ 250 milhões (R$ 1,1 bilhão) anunciados no início de abril para a fábrica de Resende (RJ), serão direcionados a um novo modelo a ser produzido nessa planta, onde já é fabricado o Kicks.

Embora Airton Cousseau, presidente da Nissan Mercosul, pouco esclareça sobre o novo veículo, descartou ser o Versa, hoje importado do México. Ao que tudo indica, será um SUV acima do Kicks, para concorrer com modelos do porte do Honda HR-V.

Cousseau diz que a marca não busca crescer no market share, que hoje é de 3%. “Nosso objetivo não é chegar a 10% do mercado. Podemos ter menos, para nos mantermos de forma sustentável, no azul”, comenta.

Neste segundo semestre, a Nissan deve iniciar a importação da nova geração do Sentra, com motor 2.0 a gasolina e, a partir de 2023, trazer o sedã com motor híbrido e-Power – seu motor elétrico tem as baterias carregadas por um motor a gasolina.

Se o sistema e-Power for viável, não está descartado seu uso em versões do Kicks.

Ford - Modelagem (foto divulgação)

Engenheiros da Ford exportam inovações

A Ford deixou de produzir veículos no Brasil em 2021, mas nem por isso deixou de investir no país. É que a marca norte-americana decidiu manter em Camaçari (BA) um Centro de Desenvolvimento e Tecnologia e só neste ano estima gerar receita de R$ 500 milhões com serviços exportados.

A Ford conta com a colaboração de 1.500 engenheiros que atuam em projetos globais da marca, apoiados em pilares de eletrificação, sistemas de conectividade e veículos autônomos.

O Brasil representa um entre 9 centros de engenharia espalhados pelo mundo. Daniel Justo , presidente da Ford América do Sul, ressalta a versatilidade, criatividade e experiência dessa mão de obra nacional, que hoje trabalha a maior parte do tempo em projetos globais.

Entre os exemplos que ele citou está o trabalho deste time no design dos futuros veículos elétricos da Lincoln, marca que nem sequer está à venda por aqui. A equipe também trabalha nas próximas gerações de sistemas multimídia de veículos Ford.

O time brasileiro também é responsável pela criação e aprimoramento de um terço das funcionalidades embarcadas, a exemplo do “One Pedal Drive” do Mustang Mach-E – que permite dirigir usando apenas o acelerador, sem acionar o pedal do freio – e da “Zone Lighting”, que controla as luzes externas da F-150, inclusive da Lightning, sua versão elétrica.

No desenvolvimento de veículos autônomos, os engenheiros brasileiros contribuem o posicionamento de sensores, radares e câmeras e em projetos da limpeza desses sistemas, já que rodam em carros sem motorista.

A Ford possui cerca de 2 mil funcionários brasileiros que estão em Camaçari, no Campo de Provas de Tatuí (SP), além de hubs em Salvador, São Paulo e Pacheco, na Argentina, onde produz a picape Ranger.

Lucia Camargo Nunes
Economista e jornalista especializada no setor automotivo. [email protected]

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