Fevereiro começa com boas altas, num mês de apenas 18 pregões

Semana é de muitos indicadores e safra de balanços e hoje teremos Alphabet, Amazon e Pfizer, dentre ouras empresas.

Na semana passada, a Bovespa perdeu no acumulado do período em 1,97%, encerrando com 115.087 pontos. Em janeiro a queda foi de 3,32%, dólar oscilando muito, mas terminando a semana com queda de 0,18% e cotado a R$ 5,47. O Dow Jones e Nasdaq tiveram performances ainda piores, perdendo mais de 3%.

A nova semana e o mês de fevereiro começando com boas altas, num mês de apenas 18 pregões. O processo de vacinação entrando nos trilhos em diferentes países (Israel já vacinou metade da população) pode começar a reduzir a pandemia e lockdown (confinamento). Mas os investidores começam a semana temerosos do processo especulativo em curso por pequenos investidores de varejo organizados em redes sociais para mexer com ações. Hoje parece ter sido a vez da prata que subia desde ontem mais de 11%.

As Bolsas asiáticas encerraram o dia com boas altas e destaque para Seul com +2,70% e Tóquio com +1,55%. Europa começando o dia com altas moderadas e acelerando nesse início de manhã. O mesmo acontece com os futuros do mercado americano. Aqui, a recuperação é bem-vinda, mas o mercado só recupera melhor quando conseguir ultrapassar a faixa de 120.500 pontos.

As atenções por aqui estarão voltadas para as eleições na Câmara e Senado, com algumas defecções importantes na oposição aos candidatos apoiados pelo governo, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco. Aparentemente Bolsonaro conseguiu cooptar partidos e parlamentares com liberação de recursos de emendas e até promessa de criação de ministérios (depois voltou atrás).

Nos EUA, Joe Biden convidou senadores republicanos para conversar sobre o pacote de estímulo fiscal, mas a distância parece grande. O governo quer pacote de US$ 1,9 trilhão e os Republicanos falam em US$ 600 bilhões. A votação no Senado está prevista para a semana. No Japão, tivemos a divulgação do PMI industrial de janeiro que desacelerou para 49,8 pontos, mostrando contração da atividade. Em outros países também desacelerou, mas ainda mostra expansão da atividade, já que ficou acima de 50 pontos.

Na China, o PMI Caixin Industrial caiu para 51,5 pontos, vindo de anterior em 53 pontos. Na Alemanha, o PMI industrial de janeiro cedeu para 57,1 pontos, e na zona do euro, para 54,8 pontos. No Reino Unido, o PMI foi para 54,1 pontos, mas a previsão era de 52,9 pontos. Na Alemanha, as vendas no varejo de dezembro é que despencaram 9,6%, por efeito do confinamento implantado. Já na Zona do Euro, a taxa de desemprego ficou estável em 8,3%.

No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em Nova Iorque mostrava alta de 0,34%, com o barril cotado a US$ 52,38. O euro era transacionado em queda para US$ 1,20 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,07%. O ouro em alta e a prata especulada em forte alta na Comex e commodities agrícolas majoritariamente com altas.

Aqui, a confiança empresarial anunciada pela FGV mostrou queda de 2,2 pontos em janeiro, no patamar de 93 pontos. Já o IPC-S da quarta semana de janeiro desacelerou para 0,27%, vindo de 1,07%. Do lado político, as eleições da Câmara e Senado serão bons testes para o presidente que se empenhou fundo. A vitória dos candidatos do governo pode facilitar a provação de medidas e acelerar trâmite.

A semana é de muitos indicadores e safra de balanços e hoje teremos Alphabet, Amazon e Pfizer, dentre ouras empresas. A volatilidade deve permanecer, mas a expectativa é de Bovespa em alta, dólar ainda pressionado (apesar da fraqueza no exterior) e juros podendo arrefecer.

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Alvaro Bandeira

Sócio e economista-chefe do Banco Digital Modalmais

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