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quinta-feira, janeiro 21, 2021

Ficou faltando

Passo indispensável para uma reforma política que permita organizar o debate nacional, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a fidelidade partidária corre, no entanto, o risco de se tornar inaplicável. Com a necessidade de julgamento de cada pedido de cassação do mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e diante do número abissal de parlamentares, nos níveis municipal, estadual e federal, que trocam de legenda ao sabor das vantagens oferecidas pelos Executivos, o mais prático seria assegurar que a perda fosse automática sempre que efetuada a troca de partido. No máximo, se poderia admitir duas ou três situações, como a fusão de partidos, que justificariam a mudança. Fora disso, traiu a vontade do eleitor, perderia o mandato.

Raízes
Além da fidelidade partidária, é fundamental que os candidatos a postos eletivos tenham um tempo mínimo de filiação. Por exemplo, um ano de casa para quem se candidatar a vereador, dois para deputado estadual etc. Com isso, se diminuiria o risco de que aventureiros sem projetos caíssem de pára-quedas nos partidos apenas para obter a legenda, muitas vezes negociadas em transações inconfessáveis.

Tiro no pé
Ao condenar o aumento da Tarifa Externa Comum (TEC) para importação de vestuário, de 20% para 35%, a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abeim) acaba fornecendo munição para quem defende restrição às compras externas. De acordo com a Abeim, as principais redes de varejo têxtil do Brasil terão crescimento de 30%, este ano, com a abertura de mais 150 lojas. A indústria têxtil, no entanto, cresceu apenas cerca de 2,6%, segundo dados do IBGE. Segundo a associação, “os números mostram que o varejo tem de suprir a demanda nacional com produtos importados diferenciados” pois “a indústria local não acompanha esse crescimento”
Seria o caso de inverter: a indústria nacional não cresce – gerando emprego e renda – porque o mercado está entulhado de vestuário importado – principalmente, mas não somente – da China.
Com o aumento da TEC, as peças importadas podem ficar até 15% mais caras neste final de ano. Essas importações representam cerca de 10% dos produtos comercializados no grande varejo.

Hora do batente
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) deveria deixar um pouco a política de lado e, fazendo por merecer os polpudos ordenados que seus diretores recebem, prestar um pouco de atenção ao que ocorre na distribuição de energia. Um apagão deixou o Espírito Santo às escuras e foi debitado à fuligem; depois outra falta de energia deixou os Três Poderes fora do ar por algumas horas. Parece preparação de terreno para um novo grande apagão – ou para grandes ganhos com esse temor.

Cidadão
A Universidade Mackenzie promove o Dia Mackenzie Voluntário, neste sábado, com diversas ações sociais em São Paulo, Rio, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Brasília. Quem quiser participar pode obter mais informações em www.diamackenzievoluntario.com.br

Novo endereço
A empresa Frank Mohn do Brasil inaugura, no próximo dia 18, sua filial de operação em Rio das Ostras, na Região dos Lagos, em cooperação técnica com a empresa Globalmec Offshore, utilizando suas instalações para reparo de seus equipamentos com quadro técnico especializado da Framo.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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