Ficção

Apontada como fundamento econômico vital, a política de meta de inflação foi transformada pelo próprio tucanato em coisa de baixa credibilidade. No início do ano, Malan e demais crédulos prometeram ao FMI fechar o ano com inflação máxima de 5,5%. No meio do ano, esse teto foi elevado para 6,75%. Esta semana, porém, o próprio Focus, boletim do Banco Central no qual se dá crédito a pitacos de babalorixás e outros equivalentes do mercado financeiro, já aumentou essa previsão para 8,07%. A não ser que o tucanato e o FMI considerem a diferença de 46% entre a promessa inicial e a atual uma margem aceitável, é melhor arquivar a pressão sobre o novo governo para transformar essa meta em cláusula pétrea da política econômica.

Mão única
Menos de cinco dias depois de conseguirem do moribundo governo FH a redução da alíquota do IPI, as montadoras anunciam novo aumento do preço do carros, que deve ficar, em média, em cerca de 5%.

Alvancarlalá
De inimigo a “salvador da pátria”. Essa foi a forma como observadores dos humores da TV Globo analisaram a longa participação, segunda-feira, de Luiz Inácio Lula da Silva no Jornal Nacional. Segundo o Ibope, Lula garantiu ao JN 43 pontos de média e pico de até 49 pontos, contra a audiência média de 41 pontos da atração. Lula ocupou uma hora e quinze minutos do JN, único telejornal para o qual deu entrevista. Além de elevar a audiência da TV, a longa aparição de Lula coincidiu com o anúncio feito pela Globo de que vai renegociar dívidas com credores. Ou, na língua objetiva do jornalismo praticado pela emissora, “reescalonar o fluxo de pagamentos de suas obrigações de caráter financeiro”.

Dissenso
Encabeçado por nomes como Noam Chomsky, Gore Vidal, Robert Altman, Susan Sarandon, Robert Altman e Martin Luther King III, cerca de 4 mil intelectuais, artistas, acadêmicos e líderes religiosos norte-americanos divulgaram manifesto condenando duramente o desejo do presidente George Bush de atacar o Iraque. Intitulado Não em meu nome, o manifesto desautoriza Bush a falar em nome de todos “os cidadãos estadunidenses” e convida a população o povo a resistir ao belicismo da Casa Branca: “O presidente Bush declarou: ou estão conosco ou contra nós. Esta é a nossa resposta: nos negamos a que fale em nome de todos os estadunidenses. Não entregaremos nossas consciências em troca de uma duvidosa  promessa de segurança. Dizemos Não em NOSSO nome. Nos negamos a ser parte dessas guerras e rechaçamos todas as ações empreendidas em nosso nome ou por nosso bem-estar”, destacam os signatários.

Negócios
A rede holandesa Golden Tulip Worldwide anuncia amanhã a intenção de abrir, nos próximos três anos, um hotel em cada capital da América do Sul. A rede hoteleira administrará novos empreendimentos no interior de São Paulo, Nordeste, Norte e Centro-Oeste do Brasil. Atualmente com oito empreendimentos em São Paulo e um em Fortaleza, a rede internacional busca o filão do turismo de negócios. Com 1,5 mil apartamentos em hotéis padrão quatro estrelas superior e três estrelas superior, a rede prevê faturamento anual superior a R$ 30 milhões.

Pesquisa
Amanhã começa a primeira etapa de um levantamento sobre os hábitos de transporte da população da região metropolitana do Grande Rio. O estudo total envolverá 36 mil residências. Na primeira fase serão pesquisados 4,1 mil domicílios nas cidades de Duque de Caxias, São João de Meriti e Belfort Roxo. Trabalho semelhante não é realizado há quase 30 anos.

Estrela sobe
Citada por Lula em seu primeiro pronunciamento depois de confirmada a vitória, Benedita da Silva, governadora do Rio, consolida não só a liderança do PT no estado como ascende a líder nacional do partido.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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