Fim de festa

O aprofundamento da crise internacional pode  levar ao desaparecimento de 40% das empresas de private equity – investimentos em empresas de maior risco com objetivo de obter retorno superior à média de mercado – do mundo nos próximos três anos. A conclusão é do livro Get Ready for the Private-Equity Shakeout, da Iese Business School, de Barcelona, e da empresa global de consultoria The Boston Consulting Group (BCG). Autores do livro, o professor Heinrich Liechtenstein, da Iese, e Heino Meerkatt, sócio-sênior e especialista em private equity do BCG, baseado em Munique, o livro baseia-se em dados públicos de empresas de private equity, portfólio de empresas, bancos e cotações de credit default swaps (CDS), além de análises deles sobre níveis de transações de empréstimos e probabilidades de inadimplência.

Direção oposta
Segundo os autores, o impacto mais importante da crise nas de equity funds será mais forte do que nas demais. Ele calculam que entre 20% e 40% daquelas empresas vão naufragar, 30% vão sobreviver e o restante enfrentará enormes dificuldades: “Quase todas empresas de private equity foram capazes de obter um crescimento exponencial devido a um clima financeiro e econômico favorável de forma incomum e, em particular, em consequência de quatro importantes aceleradores do crescimento: quantidades muito grandes de crédito barato, lucratividade em crescimento em todos os setores, preços em elevação dos bens e a alocação de recursos significativos de investidores institucionais em fundos de private equity. A recente crise financeira e econômica colocou rapidamente todos esses fatores correndo na direção oposta.”

Castelos&castelos
Como esta coluna previu na edição do fim de semana, o deputado Edmar Ferreira não emplacou a semana que inicia no cargo de corregedor da Câmara dos Deputados. Na verdade, mais do que as irregularidades de que foi acusado, Ferreira caiu pelo simbolismo. A imagem de um castelo avaliado em R$ 25 milhões numa região extremamente simples de Minas transformou o deputado eleito pelo DEM num forte candidato à ira da opinião pública. Pena que, com o governo torrando R$ 162 bilhões em juros, apenas em 2008, os brasileiros não sejam mobilizados com a mesma intensidade contra uma política que permite a um reduzido grupo de rentistas o direito de comprar castelos à custa do desvio de dinheiro do setor produtivo.

Folia
O comércio lojista carioca espera um crescimento de cerca de 10% nas vendas de Carnaval em relação ao ano passado. Segundo pesquisa do Clube dos Diretores Lojistas (CDL-Rio), roupas esportes (30,8%), fantasias (23,1%), adereços para o carnaval (19,2%) e tecidos (15,4%) serão os produtos mais comprados. O preço médio das compras será de cerca de R$ 80, e os clientes deverão utilizar o cartão de crédito parcelado (53,8%) como forma de pagamento.
Aldo Gonçalves, presidente da entidade, diz que a expectativa de uma demanda aquecida neste período de verão e Carnaval leva em consideração que no ano passado fevereiro foi um mês de movimento fraco para o comércio lojista.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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