Final de ano fica sem R$ 21,5 bi do 13º dos aposentados

Até dezembro, o pagamento do 13º salário tem o potencial de injetar na economia brasileira cerca de R$ 215 bilhões. Este montante representa aproximadamente 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e será pago aos trabalhadores do mercado formal, aos beneficiários da Previdência Social e aposentados e beneficiários de pensão da União e dos estados e municípios. Cerca de 80 milhões de brasileiros serão favorecidos com rendimento adicional, em média, de R$ 2.458. As estimativas são do Dieese.

Nem todo esse montante, porém, entrará na economia no final do ano. Parte já foi adiantada, e 2020 tem uma característica inédita: os aposentados do INSS receberam o 13º no primeiro semestre, medida adotada para combater os efeitos econômicos da pandemia.

Considerando apenas os beneficiários do INSS, são 30,8 milhões de pessoas que receberam o valor de R$ 43,2 bilhões. Em anos normais, metade do valor é adiantado em agosto. Portanto, um cálculo aproximado indica que cerca de R$ 21,5 bilhões deixarão de entrar até dezembro, como acontecia em anos normais.

Para o cálculo do impacto do pagamento do 13º salário, o Dieese não leva em conta trabalhadores autônomos, assalariados sem carteira ou trabalhadores com outras formas de inserção no mercado de trabalho que, eventualmente, recebem algum tipo de abono de fim de ano, uma vez que não há dados disponíveis sobre esses proventos.

Os dados constituem projeção do volume total de 13º salário que entra na economia ao longo do ano e não, necessariamente, nos dois últimos meses de 2020. Entretanto, o princípio é que a maior parte do valor referente ao 13º seja paga no final do ano.

Dos cerca de 80 milhões de brasileiros que devem ser beneficiados com o pagamento do 13º salário, 48 milhões, ou 60% do total, são trabalhadores no mercado formal. Entre eles, os empregados domésticos com carteira de trabalho assinada somam 1,4 milhão, equivalendo a 1,8% do conjunto de beneficiários. Esse grupo receberá R$ 141 bilhões.

O Sudeste ficará com 48,5% do total; o Sul, com 16,8%; Nordeste receberá 15,4%; Centro-Oeste e Norte receberão, respectivamente, 8,4% e 4,7%. O maior valor médio para o 13º deve ser pago no Distrito Federal (R$ 4.348) e o menor, no Maranhão (R$ 1.641). Essas médias, porém, não incluem o pessoal aposentado pelo Regime Próprio dos estados e dos municípios, pois não foi possível obter os dados.

A economia do Rio de Janeiro deverá receber cerca de R$ 19,8 bilhões, quase 9,2% do total do Brasil e 18,9% da região Sudeste. Esse montante representa em torno de 2,4% do PIB estadual.

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