Fiocruz e dois hospitais devem criar protocolos para eleições, diz TSE

Para Luís Roberto Barroso, não haverá custo aos cofres públicos pelo serviço, que será uma ajuda 'patriótica' prestada 'graciosamente'.

Conjuntura / 14:28 - 13 de jul de 2020

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou hoje acordo para que a Fundação Oswald Cruz (Fiocruz) e os hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein participem na elaboração de um protocolo de segurança para a realização das eleições municipais de novembro, tendo em vista a pandemia de Covid-19.

As instituições devem avaliar todos os riscos de contágio e à saúde pública durante a votação, e desenvolver em seguida os protocolos sanitários e ambientais para a realização da votação no cenário da pandemia.

Segundo o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, não haverá custo aos cofres públicos pelo serviço, que será uma ajuda "patriótica" prestada "graciosamente", conforme escreveu ele em ofício dirigido às instituições.

Em virtude da pandemia, o Congresso promulgou há duas semanas uma emenda à Constituição que adiou o primeiro turno das eleições municipais de 4 de outubro para 15 de novembro. O segundo turno foi alterado de 25 de outubro para 29 de novembro.

Na semana passada, com a ideia de ajudar no combate à pandemia de Covid-19 com informação georreferenciada, foi colocada no ar a ferramenta Covid por CEP. Criada pelo jovem urbanista Thales Mesentier, o mapa oferece a visualização espacial dos casos da doença na cidade do Rio de Janeiro de acordo com o código de endereçamento postal.

Com mais de 100 mil visitantes em menos de uma semana no ar, a ferramenta permite realizar a busca pelo CEP específico ou navegar pela cidade clicando nos círculos no mapa. As cores dos círculos indicam se o local tem muitos ou poucos casos da doença e um círculo ao redor mostra os CEPs que registraram óbitos. São informados o número de casos registrados com aquele CEP, quantos casos ainda estão ativos, o número de recuperados e o de mortes decorrentes da doença.

O Covid por CEP utiliza bancos de dados públicos, da prefeitura do Rio de Janeiro e do Ministério da Saúde, que são organizados e colocados no ar na forma de mapa. As informações são atualizadas diariamente.

Os dados mostram uma maior concentração de casos nas regiões mais ricas da cidade. Segundo Mesentier, isso indica também um maior acesso da população dessas áreas aos testes diagnósticos. Por outro lado, ele aponta que regiões mais pobres, principalmente na zona oeste, apresentam uma taxa de letalidade pelo vírus muito maior do que a média do estado, que já é uma das maiores do Brasil.

No Brasil, a taxa de letalidade da doença está em 3,9%, segundo os dados de ontem do Ministério da Saúde. No estado do Rio de Janeiro, a taxa está em 8,8% segundo a última atualização da Secretaria de Estado de Saúde. O painel da prefeitura não traz essa informação para a cidade do Rio de Janeiro, mas indica que os bairros com os maiores números de casos são Copacabana, Barra da Tijuca, Tijuca, Campo Grande e Bangu.

 

Com informações da Agência Brasil

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