Fitch afirma IDRs BB’ e rating nacional ‘AAA do Itaú Unibanco

A Fitch Ratings afirmou nesta segunda-feira os IDRs (Issuer Default Ratings – Ratings de Inadimplência do Emissor) de Longo Prazo em Moedas Estrangeira e Local ‘BB’, com Perspectiva Negativa, e o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AAA (bra)’, com Perspectiva Estável, do Itaú Unibanco Holding S.A. (IUH) e de sua subsidiária Itaú Unibanco S.A. (Itaú Unibanco). A agência de classificação de risco também afirmou o Rating de Viabilidade (RV) ‘bb’ das instituições.
A agência acredita que o banco manterá os resultados operacionais acima de 4% dos ativos ponderados pelo risco a médio prazo, movido pela contida deterioração da qualidade dos ativos, por despesas com provisões para créditos duvidosos e pela contribuição de iniciativas de crescimento e eficiência de custos. Com base nestas expectativas, a Fitch revisou a Perspectiva da avaliação ‘bb’ para Resultados e Lucratividade para Estável, de Negativa.
A Fitch retirou o Rating de Suporte ‘4’ e o Piso de Rating de Suporte ‘B+’ do IUH e do Itaú Unibanco por não serem mais relevantes para a cobertura da agência após a atualização da Metodologia de Rating de Bancos, de 12 de novembro de 2021. Em linha com a nova metodologia, a Fitch atribuiu Rating de Suporte do Governo (RSG) ‘b+’ a ambas entidades.

Consolidação

A agência classifica a IUH e o Itaú Unibanco de forma consolidada. A análise é baseada nas contas consolidadas do grupo, pois a agência acredita que o risco individual de falha destas entidades é o mesmo para o grupo e para o banco, tendo em vista seu alto grau de integração operacional e de balanço.
Os IDRs e os Ratings Nacionais são movidos pelo perfil de crédito individual do IUH, expresso pelo RV ‘bb’. O IDR de Longo Prazo e o RV permanecem um grau acima dos ratings soberanos do Brasil (‘BB–’/Perspectiva Negativa), como reflexo do sólido perfil de crédito do grupo, com destaque para a força de sua franquia de captação e a estabilidade dos resultados. A Perspectiva Negativa dos IDRs de Longo Prazo reflete a do rating do Brasil.

Revisão do score

A Fitch revisou o score do ambiente operacional do IUH para ‘bb–’, de ‘b+’, por entender que a franquia da instituição – líder no Brasil -, seu diversificado modelo de negócios e seu equilibrado perfil de risco dão margem suficiente para sustentar sua geração de capital. No entanto, a avaliação do ambiente operacional é limitada pelo rating soberano, que, por sua vez, é restringido por riscos econômicos, finanças públicas e dívida. A frágil confiança nos negócios e do consumidor, os riscos à recuperação de alguns setores e os riscos políticos também pesam na avaliação da Fitch sobre o ambiente operacional.
Os ratings do IUH refletem a visão da Fitch de que sua participação de mercado (líder em termos de carteira de crédito – cerca de 20% dos ativos do sistema bancário brasileiro em setembro de 2021) e sua forte geração de receitas de serviços são os principais pontos fortes da franquia e do modelo de negócios. Estas características também proporcionam estabilidade de receitas ao longo de vários ciclos. O perfil de negócios do IUH também é beneficiado pela diversificação de risco proveniente de seus negócios na América Latina (principalmente no Chile, por meio de sua subsidiária Itaú Corpbanca), que representam cerca de 26% da carteira de crédito do grupo (incluindo avais e fianças).
O IUH oferece forte rentabilidade, como indicado pelo índice retorno operacional ajustado (pelos efeitos tributários das operações de hedge para investimentos no exterior)/ativos ponderados pelo risco, que atingiu uma média de 4,2% nos últimos quatro anos completos. As receitas apresentam forte diversificação por linha de negócio. O índice retornos operacionais/ativos ponderados pelo risco (2,5%) foi pressionado em 2020 pela significativa antecipação de despesas com provisões para créditos duvidosos relacionados à pandemia do coronoravírus (equivalente a altos 54% do resultado operacional antes do provisionamento) e houve pressão sobre as margens decorrente do ambiente de taxas de juros mais baixas. Este índice se recuperou para 4,1% nos nove primeiros meses de 2021 (base anualizada), em parte devido a menores despesas com provisões para créditos duvidosos.

Resultados operacionais

O desempenho do crédito tem sido resiliente (índice de créditos em atraso de 6,4% ao final de setembro de 2021), beneficiando-se de medidas de suporte do governo e do setor privado. Até o momento, a maioria dos tomadores que tiveram o benefício da suspensão temporária de amortização de créditos já retomou os cronogramas de pagamento. A Fitch acredita que haverá alguma deterioração da qualidade dos ativos em 2022, embora a grande proporção dos créditos com garantias concedidos pelo banco (crédito imobiliário ao varejo e consignado) combinada com um forte índice de cobertura de créditos em atraso (90,9% ao final de setembro de 2021) fornecerá proteção, no atual ambiente. Como resultado, a agência revisou a Perspectiva do score de qualidade de ativos ‘bb–’ para Estável, de Negativa, com base na redução dos riscos.

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